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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Jogos, brincadeiras e atividades lúdicas

     Conforme Rangel (2008) existem quatro tipos de conhecimentos que devem ser trabalhados durante o processo de alfabetização, são eles: o social, o físico, o motor e lógico. Sendo assim, para cada conhecimento é preciso adotar estratégias diferentes. (Já fiz uma postagem sobre este assunto)

     Eu penso que a utilização de diferentes estratégias pedagógicas não precisa ficar restrita ao ato de alfabetizar, pois mesmo depois que uma criança é alfabetizada ela continua aprendendo através destes quatro tipos de conhecimentos. Uma metodologia pedagógica pode funcionar com o aluno X, mas não necessariamente com o aluno Y. Portanto, penso que seja essencial que os professores utilizem diferentes métodos dentro da sala de aula. 

Gostaria de dividir com vocês algumas atividades diferenciadas que realizei com as minhas turmas dos anos finais do ensino fundamental, dentro da disciplina de ciências.

1) Jogo sobre alguns conceitos que utilizamos em sala de aula – Jogo da memória construído pelos alunos do 7º ano com alguns conceitos de ciências/biologia.

2) Atividade de cadeia alimentar com massa de modelar – Atividade realizada pelos anos do 6º ano, onde eles construíram cadeia alimentares com massa de modelar.
Planta - Inseto - Sapo- Serpente - Gavião
3)A sala dos sentidos – Atividade organizada pelos alunos do 8º ano sobre os 5 sentidos. A turma aplicou práticas com as crianças do 1º ano do E.F.

     Recentemente nos assistimos o filme "Carambola: O Brincar está na escola" na interdisciplina de infâncias. A Maria Lucia Medeiros expôs no vídeo, que nós estamos treinados a acreditar que a concentração é sinônimo de quietude, e que só se aprenderá se estivermos concentrados e em silêncio. Contudo, a quietude não funciona para todas as crianças e adolescentes, pelo contrário o ato de conversar e interagir também estão relacionados com a aprendizagem. Desta maneira sempre que possível procuro realizar atividades que promovam a interação entre os pares, pois acredito que está é forma de troca de saberes e construção de aprendizagens. 



Referências:
RANGEL, Anna Maria Píffero. Alfabetizar aos seis anos. Editora Mediação. Porto Alegre, 2008.
Carambola: O Brincar está na escola”. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_lQWGDV81Vs - Acessado em 03 dez. de 2015.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Alfabetização e Letramento


Segundo Soraes (1998) alfabetização e letramento têm significados bem diferentes.


Alfabetização é compreendida como "o ensino e o aprendizado de uma outra tecnologia de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica" (p. 24).

Letramento é “o conjunto de conhecimentos, atitudes e capacidades envolvidos no uso da língua em práticas sociais e necessários para uma participação ativa e competente na cultura escrita.” (p. 50).

Desta maneira nos podemos encontrar crianças alfabetizadas e não letradas ou crianças letradas mas não alfabetizadas


Como isso ocorre?

- Uma pessoa pode ser analfabeto (não saber ler e nem escrever), mas dita uma carta ou email para uma pessoa que sabe escrever. Solicita que alguém leia uma reportagem ou texto e consegue interpretá-lo. 


-Uma pessoa pode ser alfabetizada (saber ler e escrever), mas não consegue construir ou interpretar um texto. Além disso não tem hábito de ler revistas, jornais ou livros. 

O segundo caso é conhecido também como "analfabeto funcional". No ambiente escolar é comum encontrarmos pessoas que são alfabetizadas, porém não são letradas. Quando eu penso nas minhas turmas de 6º ano, eu vejo alguns alunos que sabem ler e escrever, mas possuem uma grande dificuldade de interpretar um texto, responder questões onde é necessário expor a opinião, ler reportagens de 2 páginas e construir  textos.  Eu concordo com a Magda Soares, quando ela afirma que é necessário alfabetizar letrando para que a criança perceba a importância da leitura. Ler é uma  maneira que temos de  aprender sempre. 

De modo geral, o que mais se vê é a preocupação de fazer os estudantes decodificarem a língua. E só. Muitas agem assim por acreditar que, num passe de mágica, todos se tornem capazes de compreender os textos de um livro de Ciências Naturais ou de descobrir o melhor jeito de localizar um endereço no mapa. "Isso é um erro", resume Magda Soares, professora da Faculdade de Educação e membro do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Universidade Federal de Minas Gerais. "Não é porque os processos de alfabetização e de letramento são diferentes que devem ser sucessivos. O ideal é alfabetizar letrando."   (Trecho retirado da revista Nova Escola - Letramento de verdade)


Referências: 

SOARES, Magda Becker. Letramento, um tema em três gêneros. Belo Horizonte, Editora Autêntica, 1998.


domingo, 11 de outubro de 2015

O desafio de alfabetizar

Eu nunca trabalhei com uma turma de alfabetização, mas sempre me encantei por este processo... imaginem...você inicia o ano com uma turma cheia de crianças com vontade de aprender a ler, e no final do ano, grande parte das crianças já estão lendo suas primeiras palavras.


É lindo né?


Neste semestre, estou cursando uma interdisciplina chamada “fundamentos da alfabetização”. Eu aprendi que a alfabetização inicia por volta dos três meses de idade, e não somente quando a criança ingressa na escola. E tenho percebido que alfabetizar é um grande desafio, que exige do professor uma dedicação enorme para que o processo de alfabetização seja finalizado com louvor.


Rangel (2008), ressalta a importância de reconhecer que existem quatro tipos de conhecimentos que devem ser trabalhados durante a alfabetização. Desta maneira, para cada tipo de conhecimento, é necessário adotar estratégias diferentes.


1) Social - Trata-se de uma convenção de um grupo social e varia de povo para povo. É necessário que uma pessoa que saiba explique para a que ainda não sabe.
2) Físico – É o conhecimento que pode ser adquirido através do manuseio direto dos objetos.
3) Motor - Está relacionado com a melhoria que se obtém quando se realiza um exercício.
4)Lógico – Ele é decorrente de um estabelecimento de relações e que precisa dos outros tipos de conhecimentos para ocorrer.

Referência Bibliográfica:
RANGEL, Anna Maria Píffero. Alfabetizar aos seis anos. Editora Mediação. Porto Alegre, 2008.