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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Avaliando @ Colega

     Essa semana foi proposto pelo seminário integrador que nós avaliássemos o texto de dois colegas a respeito da atividade "Como é essa escola". Eu considero essa prática muito interessante, pois tira do professor o papel de avaliador e o compartilha com os colegas. Coincidentemente há duas semanas comecei uma sessão de "Seminário de Ciências" com a minha turma de 7º ano. Dividi a turma em grupos de até 4 integrantes e solicitei que eles pesquisassem a respeito de doenças causadas por vírus, bactérias e protozoários. 
      Durante as próximas cinco semanas  iniciaremos o aula com uma apresentação.O diferencial foi o modo de avaliação, combinei que iria avaliar uma parte, mas a turma iria avaliar também, organizei uma ficha com três sugestões de itens que deveriam ser avaliados, e assim como a professora Simone fez, eu solicitei que eles justificassem a sua avaliação. O seminário tem sido super bacana, mas a avaliação tem sido melhor do que o esperado, pois os estudantes ficam atentos durante as apresentações dos colegas, estão exercendo a sua criticidade, assim como a empatia. Escutei em alguns momentos de um grupo "Ah, mas é difícil falar em público, eu também tenho dificuldade". 


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Jogos, brincadeiras e atividades lúdicas

     Conforme Rangel (2008) existem quatro tipos de conhecimentos que devem ser trabalhados durante o processo de alfabetização, são eles: o social, o físico, o motor e lógico. Sendo assim, para cada conhecimento é preciso adotar estratégias diferentes. (Já fiz uma postagem sobre este assunto)

     Eu penso que a utilização de diferentes estratégias pedagógicas não precisa ficar restrita ao ato de alfabetizar, pois mesmo depois que uma criança é alfabetizada ela continua aprendendo através destes quatro tipos de conhecimentos. Uma metodologia pedagógica pode funcionar com o aluno X, mas não necessariamente com o aluno Y. Portanto, penso que seja essencial que os professores utilizem diferentes métodos dentro da sala de aula. 

Gostaria de dividir com vocês algumas atividades diferenciadas que realizei com as minhas turmas dos anos finais do ensino fundamental, dentro da disciplina de ciências.

1) Jogo sobre alguns conceitos que utilizamos em sala de aula – Jogo da memória construído pelos alunos do 7º ano com alguns conceitos de ciências/biologia.

2) Atividade de cadeia alimentar com massa de modelar – Atividade realizada pelos anos do 6º ano, onde eles construíram cadeia alimentares com massa de modelar.
Planta - Inseto - Sapo- Serpente - Gavião
3)A sala dos sentidos – Atividade organizada pelos alunos do 8º ano sobre os 5 sentidos. A turma aplicou práticas com as crianças do 1º ano do E.F.

     Recentemente nos assistimos o filme "Carambola: O Brincar está na escola" na interdisciplina de infâncias. A Maria Lucia Medeiros expôs no vídeo, que nós estamos treinados a acreditar que a concentração é sinônimo de quietude, e que só se aprenderá se estivermos concentrados e em silêncio. Contudo, a quietude não funciona para todas as crianças e adolescentes, pelo contrário o ato de conversar e interagir também estão relacionados com a aprendizagem. Desta maneira sempre que possível procuro realizar atividades que promovam a interação entre os pares, pois acredito que está é forma de troca de saberes e construção de aprendizagens. 



Referências:
RANGEL, Anna Maria Píffero. Alfabetizar aos seis anos. Editora Mediação. Porto Alegre, 2008.
Carambola: O Brincar está na escola”. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_lQWGDV81Vs - Acessado em 03 dez. de 2015.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Alfabetização e Letramento


Segundo Soraes (1998) alfabetização e letramento têm significados bem diferentes.


Alfabetização é compreendida como "o ensino e o aprendizado de uma outra tecnologia de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica" (p. 24).

Letramento é “o conjunto de conhecimentos, atitudes e capacidades envolvidos no uso da língua em práticas sociais e necessários para uma participação ativa e competente na cultura escrita.” (p. 50).

Desta maneira nos podemos encontrar crianças alfabetizadas e não letradas ou crianças letradas mas não alfabetizadas. 


Como isso ocorre?

- Uma pessoa pode ser analfabeto (não saber ler e nem escrever), mas dita uma carta ou email para uma pessoa que sabe escrever. Solicita que alguém leia uma reportagem ou texto e consegue interpretá-lo. 


-Uma pessoa pode ser alfabetizada (saber ler e escrever), mas não consegue construir ou interpretar um texto. Além disso não tem hábito de ler revistas, jornais ou livros. 

O segundo caso é conhecido também como "analfabeto funcional". No ambiente escolar é comum encontrarmos pessoas que são alfabetizadas, porém não são letradas. Quando eu penso nas minhas turmas de 6º ano, eu vejo alguns alunos que sabem ler e escrever, mas possuem uma grande dificuldade de interpretar um texto, responder questões onde é necessário expor a opinião, ler reportagens de 2 páginas e construir  textos.  Eu concordo com a Magda Soares, quando ela afirma que é necessário alfabetizar letrando para que a criança perceba a importância da leitura. Ler é uma  maneira que temos de  aprender sempre. 

De modo geral, o que mais se vê é a preocupação de fazer os estudantes decodificarem a língua. E só. Muitas agem assim por acreditar que, num passe de mágica, todos se tornem capazes de compreender os textos de um livro de Ciências Naturais ou de descobrir o melhor jeito de localizar um endereço no mapa. "Isso é um erro", resume Magda Soares, professora da Faculdade de Educação e membro do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Universidade Federal de Minas Gerais. "Não é porque os processos de alfabetização e de letramento são diferentes que devem ser sucessivos. O ideal é alfabetizar letrando."   (Trecho retirado da revista Nova Escola - Letramento de verdade)


Referências: 

SOARES, Magda Becker. Letramento, um tema em três gêneros. Belo Horizonte, Editora Autêntica, 1998.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Literatura Infantil Étnico-racial

As lendas de Dandara - Jarid Arraes 
Quanto a questão étnico-racial, percebe-se um aumento na produção de literatura infantil que aborda questões étnico-raciais. Segundo os autores Kirchof, Bonin e Silveira (2015), este fato acontece em decorrência do tema transversal “diversidade cultural", proposto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), assim como o sancionamento em 2013 da Lei 10.639, que institui a obrigatoriedade do ensino da cultura e história afro-brasileira e africanas. Posteriormente houve também a Lei 11.645/2008 que acrescenta o ensino e a história indígena. No  moodle nós compartilhamos algumas obras literárias que abordam a questão étnico-racial.  


O mundo começa na cabeça
- Prisca Agustini

Eu percebo em sala de aula e também no convívio com crianças em outros meios ( por exemplo a família), o quão importante é que a criança se identifique com um personagem. Eu acredito que isso estimula o protagonismo e empoderamento das nossas crianças.   Entretanto, são poucas animações (séries e longa metragens) que trazem como um personagem principal um negr@. Por este motivo eu gostaria de indicar algumas animações que trazem personagens negras no enredo central:



1) Cada um na sua casa - DreamWorks


2)Kiriku - Direção de Michel Ocelot


3) Doutora Brinquedos 



"Por que não existem princesas negras?Onde estão as princesas como eu?Dandara estava encucada. A resposta da mãe era complicada e a da vovó também não convencia.Em meio a tantas perguntas alguém apareceu… alguém que iria mudar para sempre o mundo da Dandara.Era uma menina diferente. Tinha cabelo curtinho, roupa com estampa colorida e lindas joias. Sua pele era marrom, um marrom escuro da cor do café, e seus olhos brilhantes como as pérolas negras do colar da bisa."


(Dandara e princesa perdida - Maíra Suertegary)



Referências Bibliográficas: KIRCHOF, Edgar; BONIN, Iara, SILVEIRA, Rosa Hessel. A diferença étnico-racial em livros brasileiros para crianças: análise de três tendências contemporâneas. Revista Eletrônica de Educação, v. 9, n. 2, p. 389-412, 2015.

Infância Soft

     Borges e Cunha (2015), explicam que existe uma infância soft que é constantemente estampada em rótulos de produtos de higiene, alimentação e nas mídias. São imagens que demonstram uma infância composta de bebês brancos, com "dobrinhas", com aparência limpa e bem cuidada, que transmitem um ar de alegria, inocência e pureza. Contudo, está representação é irreal, pois ela atinge uma minoria da nossa sociedade brasileira. Por exemplo,  a maioria da população do nosso país  não é composta de brancos. 
    Segundo dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual da população brasileira branca é 47,51%, contudo somando os pardos, negros, amarelos e indígenas o percentual é de 52,47%. Isto sem considerar o número de pessoas que se declaram brancas, por uma questão de não-aceitação do quesito étnico-racial.

Tabela 01: Características gerais da população - População presente e residente, por cor ou raça

Período
Branca
Preta
Parda
Amarela
Indígena
2010
47,51%
7,52%
43,42%
1,1%
0,43%

Fonte:IBGE, Censo Demográfico. Dados extraídos de: Tendências demográficas: uma análise dos resultados da amostra do censo demográfico 2000.Rio de Janeiro: IBGE, 2004: pp 25/26, Gráfico 2 e Censo Demográfico 2010.

                                                     Um pouco da infância soft...

Lenços umedecidos
Fraldas da marca Pampers para todos os tamanhos




Assista o vídeo clip do rapper Carlos Eduardo que faz referência as crianças que são excluídas nos processos de adoção. 

Será que os futuros pais estão à procura de um bebê soft?

Referências: BORGES, Camila Bettim; CUNHA Susana Rangel Vieira da. Retratos de uma infância contemporânea: os bebês nos artefatos visuais.Textura, v. 17, n. 34, p. 99-111, 2015.


domingo, 11 de outubro de 2015

O desafio de alfabetizar

Eu nunca trabalhei com uma turma de alfabetização, mas sempre me encantei por este processo... imaginem...você inicia o ano com uma turma cheia de crianças com vontade de aprender a ler, e no final do ano, grande parte das crianças já estão lendo suas primeiras palavras.


É lindo né?


Neste semestre, estou cursando uma interdisciplina chamada “fundamentos da alfabetização”. Eu aprendi que a alfabetização inicia por volta dos três meses de idade, e não somente quando a criança ingressa na escola. E tenho percebido que alfabetizar é um grande desafio, que exige do professor uma dedicação enorme para que o processo de alfabetização seja finalizado com louvor.


Rangel (2008), ressalta a importância de reconhecer que existem quatro tipos de conhecimentos que devem ser trabalhados durante a alfabetização. Desta maneira, para cada tipo de conhecimento, é necessário adotar estratégias diferentes.


1) Social - Trata-se de uma convenção de um grupo social e varia de povo para povo. É necessário que uma pessoa que saiba explique para a que ainda não sabe.
2) Físico – É o conhecimento que pode ser adquirido através do manuseio direto dos objetos.
3) Motor - Está relacionado com a melhoria que se obtém quando se realiza um exercício.
4)Lógico – Ele é decorrente de um estabelecimento de relações e que precisa dos outros tipos de conhecimentos para ocorrer.

Referência Bibliográfica:
RANGEL, Anna Maria Píffero. Alfabetizar aos seis anos. Editora Mediação. Porto Alegre, 2008.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Olá colegas e professores!

Na segunda-feira, nos reunimos para aula presencial da interdisciplina “Seminário Integrador”. Neste dia acolhemos oficialmente as nossas novas colegas da pedagogia. Para o acolhimento foi feito uma dinâmica, que resultou nesta nuvem de tags.


A dinâmica constitua em escolher uma palavra para “entregar” para as calouras do curso. A minha palavra foi “ SUPERAÇÃO”. O PEAD, nos traz muitos desafios, porém com dedicação e o apoio das colegas, tutores e professores conseguimos superá-los.



Sejam todos bem-vindos!


domingo, 20 de setembro de 2015

Infância

Colegas, após a reflexão sobre o que é a infância... Cheguei a conclusão que esta é uma fase muito importante, pois nela inicia-se a formação do nosso carácter  e a construção de valores que poderão ser carregados durante a nossa vida.

Compartilho com vocês a música Bola de Meia, Bola de Gude do Milton Nascimento que relata que:

 "Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão...

... E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade, alegria e amor
..."





domingo, 30 de agosto de 2015

Elaboração da Síntese Reflexiva para o Workshop


    A construção do texto da Síntese Reflexiva foi um momento de aprofundamento e reflexão sobre todos os conteúdos trabalhados durante o semestre. A atividade exigia uma fundamentação teórica, o que me fez reler os textos, e buscar referências bibliográficas complementares para que o meu trabalho final pudesse ter um bom embasamento.
Além disso, foi necessário cumprir algumas exigências como o limite de números de páginas, regras da ABNT, capa etc. Todos estes elementos foram importante para que os textos estivesse dentro de um padrão.

    Após a construção e envio do texto, recebemos um retorno dos professores com os ajustes que precisavam ser realizados. Este acontecimento foi muito importante, pois consegui perceber que o meu trabalho havia sido lido com atenção, e notei os pontos que precisavam ser melhorados e/ou corrigidos. 

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Aprendizagens sobre o processo de preparação e organização do Workshop


      O processo de elaboração do Workshop foi um momento muito importante, e uma atividade excelente de encerramento para o semestre. Acredito que esta foi uma etapa de retomada de tudo o que foi desenvolvido nas interdisciplinas Corporeidade – Epistemologia e Vivência do Aprender; Escola, Projeto Pedagógico e Currículo; e Escola, Cultura e Sociedade: Uma abordagem Sociocultural e Antropológica. Durante a preparação, eu pude visualizar a interdisciplinaridade, ao perceber como as “disciplinas” completavam umas as outras.
     Entretanto, esta etapa envolveu vários sentimentos, como por exemplo, a ansiedade e curiosidade. Eu e as minhas demais colegas, estávamos curiosas para saber como seria este momento. E também ansiosas, pois as informações demoravam para chegar até nós, e quando chegavam eram conflitantes com as instruções já fornecidas. Este conflito gerou um pouco de nervosismo, e estresse.
     Contudo, aos poucos a ansiedade, o estresse e o nervosismo foram passando, e foi-se construindo um ambiente de concentração, e produção da síntese com as aprendizagens do primeiro semestre do curso de Pedagogia.