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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Luz, Câmera e Ação!

      Uma das atividades da interdisciplina "questões étnico-raciais na educação: sociologia e história" é a elaboração de um vídeo que trate de histórias conhecidas nas comunidades escolares e/ou entorno que envolvam as questões étnico-raciais.  Após um diálogo e troca de histórias entre o meu grupo de companheiras, optamos por retratar no vídeo a história da Simone Silva, moradora do bairro Três-Marias no município de Esteio. 
      Ontem (08/10/2017) estivemos reunidas para a gravação do vídeo, e eu pude ouvir ao vivo a história da Simone. Ela desenvolve trabalhos positivos dentro da comunidade, principalmente com as crianças, como a doação de materiais escolar e brinquedos para datas comemorativas. Além disso, ela está sempre envolvida em eventos, opinando e batalhando por melhorias em seu bairro.
     O desafio será a edição do vídeo, já que a nossa protagonista é super-comunicativa, e passamos um pouco do tempo previsto no nosso roteiro. Utilizaremos o programa edição de vídeos "Davinci resolve". Enfim, o domingo foi muito especial junto com a Jaqueline Pereira e a nossa estrela Simone da Silva! É tão bom conhecer o trabalho de pessoas que se empenham em fazer o bem ao próximo!   ❤️


Prefeitura de Esteio, por favor, vamos olhar para os bairros de maneira igualitária.

Avante!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O dilema do antropólogo francês e o nosso desafio

      Na interdisciplina de Filosofia foi nos apresentado o "Dilema do antropólogo francês", com objetivo de darmos continuidade ao estudo da moralidade. As profes dividiram a turma em dois grandes grupos, um grupo faria a defesa da atitude do antropólogo, e o outro a contestação. Eu penso que além de desenvolver a moralidade, também tivemos que aplicar o nosso poder de argumentação aliado de um referencial teórico consistente que nos desse respaldo.
   No meu caso atividade se apresentou como um grande desafio, pois eu fiquei no grupo que deveria contestar a atitude do antropólogo, e eu pessoalmente acho que o antropólogo agiu corretamente. Confesso que foi um grande desafio contestar uma atividade que estava de acordo.

O dilema do antropólogo francês

      
       O dilema do antropólogo francês Claude Lee, antropólogo francês, há dez anos vive numa ilha de um arquipélago na Polinésia. Sua missão é pesquisar os hábitos dos nativos que lá habitam. Os costumes dos nativos são bastante diferentes dos costumes dos franceses, mas ele tem o cuidado de não julgar o modo como estes nativos vivem, porque tal avaliação sempre seria parcial. Como poderíamos abstrair sinceramente a concepção de mundo que herdamos da nossa cultura e avaliar imparcialmente todas as culturas? O antropólogo tem ainda outro argumento: qual seria a medida pela qual julgaríamos as culturas? Existem quesitos transculturais que nos permitem avaliar toda e qualquer cultura? A reposta do antropólogo é não: toda avaliação está condicionada pelo cultura do avaliador. Assim, Claude decidiu jamais interferir no modo-de-vida dos habitantes do arquipélago. Entre os costumes destes, existe o de considerar intocável o povo da ilha X, pois seriam feitos de uma substância diferente daquela da qual os seres humanos são constituídos, de tal modo que, ao se tocar um morador da ilha X, ele se transformaria em areia e água. Num dia de temporal muito forte, um náufrago veio dar na ilha onde o antropólogo estava morando. Ele percebeu que este homem era habitante da ilha X e que estava bastante ferido, mas que poderia ser facilmente curado, desde que os nativos o cuidassem. Estes, contudo, por força de seu costume, não querem tocar no náufrago Claude Lee, após refletir sobre o assunto, decidiu continuar não intervindo nos costumes dos nativos da ilha. 

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

   Na interdisciplina de Filosofia assistimos este vídeo da a Marcia Tiburi:



     De acordo com a fala da Marcia a Ética diz “respeito ao modo como convivemos uns com os outros”, eu penso que a maneira como nos relacionamos com o próximo está associado com a aisthesis. Aisthesis significa sensação, sensibilidade, percepção pelos sentidos ou conhecimento sensível-sensorial (Herman, 2008, p.4). Para Herman (2008, p. 10) “sem o papel da emoção e da sensibilidade poderíamos não nos afetar pelos casos concretos de desrespeito ao ser humano”. Acredito que como educadores estamos em uma posição privilegiada na construção de uma sociedade ética, pois estamos em contato direito com crianças, jovens e adultos. Participamos da sua formação escolar, e também podemos interferir positivamente na construção de cidadãos corretos, críticos, solidários, éticos e empáticos com o próximo, através de nossas práticas pedagógicas dentro da sala de aula e servindo de exemplo vivo.

Complemento a reflexão sobre Ética e Escola com este vídeo do Mário Sérgio Cortella, onde ele é questionado se é possível preservar a ética nos dias de hoje. Ele afirma que "Claro, é hoje que precisamos, pois é hoje que nós vivemos" 

domingo, 10 de setembro de 2017

Tecnologia, aprendizagem construtivista e o sujeito crítico

Após assistir o vídeo do Leandro Karnal e realizar a leitura dos textos faço a seguinte análise: Concordo com Karnal quando ele afirma que a sociedade evolui a partir de determinadas transformações, acredito que a realidade virtual tem sobreposto em alguns momentos a real, mas uma não é melhor qual outra.  Eu penso que a tecnologia está a nossa disposição para facilitar a nossa vida, e até maneira como nos relacionamos e aprendemos (ensino a distância). No inicio do vídeo menciona-se uma preocupação que posicionamento informativo esteja sobrepondo o posicionamento reflexivo. Em determinados momentos eu penso que sim, percebo que isso é muito comum nas redes sociais, as pessoas normalmente “compartilham”  textos/vídeos sem nem ao menos ler, e muito menos fazer uma análise crítica. De acordo com Huhne (s/d, p. 15) a leitura é um ato de concentração que exige distanciamento e reflexão. É realizado a partir dos “procedimentos lógicos de análise, síntese, interpretação e juízo crítico. Portanto, acredito que é necessário ensinar a ler criticamente nas escolas, o modelo epidemiológicos pautado no empirismo não ensinam isso, pois eles têm como objetivo apenas a reprodução e transmissão de informações. É preciso eliminar este  modelo dos bancos escolares, e trazer o modelo construtivista que visa aprendizagem autônoma e crítica dos estudantes. 
Fonte da imagem: https://pt.slideshare.net/cplp/cplp-modelos-de-aprendizagem

O impacto das redes sociais na vida das pessoas – Leandro Karnal no Ponto a Ponto



Referências:
 CHAUÍ, Marilena. Trabalho da crítica do pensamento. _____.
HÜHNE, Leda M. O ato de estudar. _____.

 O impacto das redes sociais na vida das pessoas – Leandro Karnal no Ponto a Ponto. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=17&v=crlhoz7IVeY

domingo, 27 de agosto de 2017

Eixo VI: Práticas pedagógicas, currículo e ambientes de aprendizagem VI - Docência e Processos Educacionais Inclusivos

     O sexto semestre iniciou dia 28/08/2017 apresentando o Eixo VI: Práticas pedagógicas, currículo e ambientes de aprendizagem VI - Docência e Processos Educacionais Inclusivos, composto pelas interdisciplinas:
  • Filosofia da Educação-60h
  • Educação de Pessoas com Necessidades Especiais -75h
  • Desenvolvimento e Aprendizagem sob enfoque da Psicologia II -90h
  • Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História -75h
  • Seminário Integrador VI - 75h
     Como uma das temáticas que estará fortemente presente durante o semestre será questões sobre etnia, diversidade e processos de inclusão... Já na primeira aula conversamos um pouco sobre preconceito. 

      O significada da palavra “preconceito” segundo o Dicionário Aurélio é:. 1. Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; ideia preconcebida. 2. Julgamento ou opinião formada sem se levar em conta o fato que os conteste; prejuízo. 3. P. ext. Superstição, crendice; prejuízo. 4. P. ext. Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc.
     Portanto, há diversos tipos de preconceitos que podem estar relacionados a cor da pele, origem geográfica (xenofobia), orientação sexual, questões de gênero, classe social entre outros. No meu relato, eu trouxe exemplos de preconceitos raciais. Segundo  Nogueira (2007, p.6) o preconceito racial é entendido como “ uma disposição (ou atitude) desfavorável, culturalmente condicionada, em relação aos membros de uma população, aos quais se têm como estigmatizados, seja devido à aparência, seja devido a toda ou parte da ascendência étnica que se lhes atribui ou reconhece”.
            Os exemplos citados por mim em conjunto com o relato da minha colega no encontro presencial abordam a questão dos estereótipos. De acordo com site InfoEscola podemos definir estereótipo como sendo “generalizações, ou pressupostos, que as pessoas fazem sobre as características ou comportamentos de grupos sociais específicos ou tipos de indivíduos” De acordo com Silvia (Silvia, 2005, p. 24) os estereótipos geram preconceitos, pois há um desconhecimento real do outro. 


            Eu penso que é inconcebível que professores sejam preconceituosos. Contudo, compreendo que nós professores somos seres imperfeitos e que cometemos erros. Acredito que muitos comentários preconceituosos surgem devida a ausência de conhecimento, pela falta de análise, e também pelo meio social. Espero que esse semestre seja de grandes re(aprendizados), e des(construções).
Referências:
InfoEscola: http://www.infoescola.com/sociologia/estereotipo/NOGUEIRA, Oracy. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem
Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 19, n. 1. P. 287-308. Disponível em:https://www.revistas.usp.br/ts/article/view/12545/14322 Acesso em 03 set 2017
SILVIA, Ana Célia. A desconstrução da discriminação no livro didático. 2005. Disponível em: http://etnicoracial.mec.gov.br/images/pdf/publicacoes/superando_%20racismo_escola_miolo.pdf