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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Portfólio – Indígenas em Porto Alegre

Nos foi solicitado na interdisciplina de Representação do Mundo Pelos Estudos Sociais a construção de um portfólio sobre identidade ou representação.
Portfólio é o conjunto coerente de documentação (fotos, desenhos, histórias) refletidamente selecionadas, significativamente comentada e sistematicamente organizada e contextualizada no tempo que revela um percurso lógico. (Conceito retirado do moodle)
Por questão de interesse e identificação histórica e social optei por construir um portfólio sobre os povos indígenas que vivem em Porto Alegre.  A minha justificativa foi:

A lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 torna obrigatório o ensino da história e cultura dos povos indígenas nas escolas. No município de Porto Alegre nós temos na Lei Orgânica que trata da valorização e proteção dos povos indígenas com sua identidade própria no que diz respeito a costumes, cultura e religiosidade. Atualmente em nossa cidade nós contamos com a presença de três povos: Kaingkang, Guaranis e Charruas. Dentro das nossas comunidades encolares encontramos indígenas, contudo ainda é difícil para as crianças (e alguns adultos) quebrar o paradigma do indígena na aldeia, nu e caçando seu alimento. Por este motivo, optei por construir um portfólio sobre os Povos Indígenas em Porto Alegre a fim de reunir materiais que abordem o histórico, a cultura e os desafios atuais destes povos na contemporaneidade.”


O tempo no espaço escolar

     O sistema escolar organiza o tempo escolar em anos/ciclos/séries, de acordo com o conteúdo escolar, e a idade do sujeito. Esse tipo de organização linear do tempo faz com que se o estudante, ao completar o ano letivo, não conseguir ter aprendido os conteúdos mínimos ele é reprovado, e é obrigado a repetir o ano. Porém, esta maneira de classificação não respeita a heterogeneidade que há no espaço escolar. É preciso considerar que os estudantes são sujeitos com histórias, experiências, sentimentos, oportunidades e vivências diferentes, que por conseguinte acabam refletindo no tempo de aprendizagem.


OLIVEIRA, Cristiane et al. Questões sobre o tempo no espaço escolar. Disponível em: <http://www.ufjf.br/espacoeducacao/files/2009/11/cc07_1.pdf>

Os Lugares de Memória – Fundação Zoobotânica

     Na atividade da semana 10 da interdisciplina de Estudos Sociais nos foi solicitado visitar um local e coletar informações que seriam uteis para uma visita posterior com os estudantes. Para esta atividade eu escolhi um local que eu gosto muito, e que já realizei saídas de estudos com o meu alunado e também já fui visitar quando era aluna o Jardim Botânico e o Museu de Ciências Naturais.      Contudo, com muita tristeza o futuro deste lugar é incerto, já que às vésperas do Natal, na madrugada do dia 21 de dezembro, foi aprovado pelos deputados na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 246 que autoriza a extinção de 6 fundações, entre elas a Fundação Zoobotânica. Além da perda de valor imensurável na área de pesquisa científica, existe agora ausência da FZB que era responsável produção do soro antiofídico e do biomonitoramento do ar, desconhece o destino das coleções científicas de animais e plantas, e do próprio destino dos animais do Zoológico e do Jardim Botânico.




Trabalho que só a FZB faz(ia):

É a única instituição do sul do Brasil fornecedora de veneno para produção de soro antiofídico
Faz pesquisas sobre a descrição de novas espécies de plantas e animais, realiza inventários biológicos, o manejo de animais peçonhentos visando à produção de soro antiofídico
Faz biomonitoramento da qualidade do ar, da recuperação de ambientes degradados, do impacto de estradas sobre a fauna, da proliferação de algas tóxicas, do efeito de espécies parasitas e exóticas invasoras, da fauna fóssil e muitos outros
É única instituição pública estadual que realiza o monitoramento da qualidade do ar utilizando organismos vivos como indicadores de índices de poluição atmosférica
É o único órgão no Estado que mantém acervos vivos de espécies da flora raras, endêmicas e/ou ameaçadas de extinção, cujo resguardo requer cuidados e manejo especializados
Mantém, por meio do Jardim Botânico, banco de sementes representativo da flora de todo o Rio Grande do Sul, para fins de pesquisa e melhoramento do manejo de sementes visando ao repovoamento e à restauração de ambientes degradados
Realiza laudos para detectar florações de algas tóxicas em reservatórios de abastecimento de água à população e outros mananciais, atendendo demandas de prefeituras e órgãos públicos
Oferece treinamentos específicos no manuseio de animais silvestres e peçonhentos a agentes de fiscalização da Polícia Ambiental do Estado e de outros órgãos públicos de controle, assim como a criadouros de animais
Elabora a pedido dos poderes Executivo e Judiciário pareceres e laudos sobre questões relacionadas à fauna, à flora e ao meio ambiente
Elabora laudos paleontológicos
Coordena a elaboração das listas da fauna e da flora em extinção no Rio Grande do Sul e propõe medidas para a sua conservação
Treinamento de agentes ambientais no manuseio de animais silvestres e peçonhentos
Auxilia nos licenciamentos
Execução da política estadual de educação ambiental


Texto retirado da reportagem do Sul21: http://www.sul21.com.br/jornal/entenda-o-que-pode-significar-para-o-estado-a-extincao-da-fundacao-zoobotanica/



Fotografia – Registros de Memórias

     De acordo com Felizardo e Samain (2007) tem a capacidade de trazer consigo a veracidade dos fatos ali registrados. Por este motivo a fotografia e a memória estão profundamente ligadas, elas se complementam. De acordo com Seixas (2001, p. 48, apud FELIZARDO; SAMAIN, 2007, p. 12) a fotografia é uma memória voluntária, pois ela é capaz de contar a “história” através de imagens que refletem a visão de uma determinada pessoa sobre algo ou algum acontecimento específico.
     Eu sempre gostei de fotografias por acreditar que elas tem a capacidade de registrar as ocasiões importantes da nossa vida. Quando olhamos uma foto e nos recordamos daqueles momentos, nos vem a memória os sentimentos vividos naquele instante ali registrado. Contudo, me entristece a banalização que a fotografia e os vídeos têm na atualidade. Eu reparo que em algumas situações as pessoas deixam de viver aquele momento, para registrá-lo. Algumas pessoas (incluem adultos, jovens e adolescentes) buscam a aceitação dos amigos nas redes sociais através de fotografias e vídeos. Recentemente eu assisti a um episódio da série Black Mirror, que faz uma crítica a esse comportamento.


Se vocês puderem assistam ao episódio e façam uma crítica sobre o como a fotografia/vídeos e a tecnologia está sendo utilizada na atualidade.

FELIZARDO, Adair; SAMAIN, Etienne. A fotografia como objeto e recurso de memória. Discursos fotográficos. Londrina, v.3, n.3, p.205-220, 2007. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/view/1500/1246> Acesso em: 20 set. 2016.