quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Alfabetização e Letramento


Segundo Soraes (1998) alfabetização e letramento têm significados bem diferentes.


Alfabetização é compreendida como "o ensino e o aprendizado de uma outra tecnologia de representação da linguagem humana, a escrita alfabético-ortográfica" (p. 24).

Letramento é “o conjunto de conhecimentos, atitudes e capacidades envolvidos no uso da língua em práticas sociais e necessários para uma participação ativa e competente na cultura escrita.” (p. 50).

Desta maneira nos podemos encontrar crianças alfabetizadas e não letradas ou crianças letradas mas não alfabetizadas


Como isso ocorre?

- Uma pessoa pode ser analfabeto (não saber ler e nem escrever), mas dita uma carta ou email para uma pessoa que sabe escrever. Solicita que alguém leia uma reportagem ou texto e consegue interpretá-lo. 


-Uma pessoa pode ser alfabetizada (saber ler e escrever), mas não consegue construir ou interpretar um texto. Além disso não tem hábito de ler revistas, jornais ou livros. 

O segundo caso é conhecido também como "analfabeto funcional". No ambiente escolar é comum encontrarmos pessoas que são alfabetizadas, porém não são letradas. Quando eu penso nas minhas turmas de 6º ano, eu vejo alguns alunos que sabem ler e escrever, mas possuem uma grande dificuldade de interpretar um texto, responder questões onde é necessário expor a opinião, ler reportagens de 2 páginas e construir  textos.  Eu concordo com a Magda Soares, quando ela afirma que é necessário alfabetizar letrando para que a criança perceba a importância da leitura. Ler é uma  maneira que temos de  aprender sempre. 

De modo geral, o que mais se vê é a preocupação de fazer os estudantes decodificarem a língua. E só. Muitas agem assim por acreditar que, num passe de mágica, todos se tornem capazes de compreender os textos de um livro de Ciências Naturais ou de descobrir o melhor jeito de localizar um endereço no mapa. "Isso é um erro", resume Magda Soares, professora da Faculdade de Educação e membro do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Universidade Federal de Minas Gerais. "Não é porque os processos de alfabetização e de letramento são diferentes que devem ser sucessivos. O ideal é alfabetizar letrando."   (Trecho retirado da revista Nova Escola - Letramento de verdade)


Referências: 

SOARES, Magda Becker. Letramento, um tema em três gêneros. Belo Horizonte, Editora Autêntica, 1998.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Literatura Infantil Étnico-racial

As lendas de Dandara - Jarid Arraes 
Quanto a questão étnico-racial, percebe-se um aumento na produção de literatura infantil que aborda questões étnico-raciais. Segundo os autores Kirchof, Bonin e Silveira (2015), este fato acontece em decorrência do tema transversal “diversidade cultural", proposto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), assim como o sancionamento em 2013 da Lei 10.639, que institui a obrigatoriedade do ensino da cultura e história afro-brasileira e africanas. Posteriormente houve também a Lei 11.645/2008 que acrescenta o ensino e a história indígena. No  moodle nós compartilhamos algumas obras literárias que abordam a questão étnico-racial.  


O mundo começa na cabeça
- Prisca Agustini

Eu percebo em sala de aula e também no convívio com crianças em outros meios ( por exemplo a família), o quão importante é que a criança se identifique com um personagem. Eu acredito que isso estimula o protagonismo e empoderamento das nossas crianças.   Entretanto, são poucas animações (séries e longa metragens) que trazem como um personagem principal um negr@. Por este motivo eu gostaria de indicar algumas animações que trazem personagens negras no enredo central:



1) Cada um na sua casa - DreamWorks


2)Kiriku - Direção de Michel Ocelot


3) Doutora Brinquedos 



"Por que não existem princesas negras?Onde estão as princesas como eu?Dandara estava encucada. A resposta da mãe era complicada e a da vovó também não convencia.Em meio a tantas perguntas alguém apareceu… alguém que iria mudar para sempre o mundo da Dandara.Era uma menina diferente. Tinha cabelo curtinho, roupa com estampa colorida e lindas joias. Sua pele era marrom, um marrom escuro da cor do café, e seus olhos brilhantes como as pérolas negras do colar da bisa."


(Dandara e princesa perdida - Maíra Suertegary)



Referências Bibliográficas: KIRCHOF, Edgar; BONIN, Iara, SILVEIRA, Rosa Hessel. A diferença étnico-racial em livros brasileiros para crianças: análise de três tendências contemporâneas. Revista Eletrônica de Educação, v. 9, n. 2, p. 389-412, 2015.

Infância Soft

     Borges e Cunha (2015), explicam que existe uma infância soft que é constantemente estampada em rótulos de produtos de higiene, alimentação e nas mídias. São imagens que demonstram uma infância composta de bebês brancos, com "dobrinhas", com aparência limpa e bem cuidada, que transmitem um ar de alegria, inocência e pureza. Contudo, está representação é irreal, pois ela atinge uma minoria da nossa sociedade brasileira. Por exemplo,  a maioria da população do nosso país  não é composta de brancos. 
    Segundo dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual da população brasileira branca é 47,51%, contudo somando os pardos, negros, amarelos e indígenas o percentual é de 52,47%. Isto sem considerar o número de pessoas que se declaram brancas, por uma questão de não-aceitação do quesito étnico-racial.

Tabela 01: Características gerais da população - População presente e residente, por cor ou raça

Período
Branca
Preta
Parda
Amarela
Indígena
2010
47,51%
7,52%
43,42%
1,1%
0,43%

Fonte:IBGE, Censo Demográfico. Dados extraídos de: Tendências demográficas: uma análise dos resultados da amostra do censo demográfico 2000.Rio de Janeiro: IBGE, 2004: pp 25/26, Gráfico 2 e Censo Demográfico 2010.

                                                     Um pouco da infância soft...

Lenços umedecidos
Fraldas da marca Pampers para todos os tamanhos




Assista o vídeo clip do rapper Carlos Eduardo que faz referência as crianças que são excluídas nos processos de adoção. 

Será que os futuros pais estão à procura de um bebê soft?

ReferênciasBORGES, Camila Bettim; CUNHA Susana Rangel Vieira da. Retratos de uma infância contemporânea: os bebês nos artefatos visuais.Textura, v. 17, n. 34, p. 99-111, 2015.


domingo, 11 de outubro de 2015

O desafio de alfabetizar

Eu nunca trabalhei com uma turma de alfabetização, mas sempre me encantei por este processo... imaginem...você inicia o ano com uma turma cheia de crianças com vontade de aprender a ler, e no final do ano, grande parte das crianças já estão lendo suas primeiras palavras.


É lindo né?


Neste semestre, estou cursando uma interdisciplina chamada “fundamentos da alfabetização”. Eu aprendi que a alfabetização inicia por volta dos três meses de idade, e não somente quando a criança ingressa na escola. E tenho percebido que alfabetizar é um grande desafio, que exige do professor uma dedicação enorme para que o processo de alfabetização seja finalizado com louvor.


Rangel (2008), ressalta a importância de reconhecer que existem quatro tipos de conhecimentos que devem ser trabalhados durante a alfabetização. Desta maneira, para cada tipo de conhecimento, é necessário adotar estratégias diferentes.


1) Social - Trata-se de uma convenção de um grupo social e varia de povo para povo. É necessário que uma pessoa que saiba explique para a que ainda não sabe.
2) Físico – É o conhecimento que pode ser adquirido através do manuseio direto dos objetos.
3) Motor - Está relacionado com a melhoria que se obtém quando se realiza um exercício.
4)Lógico – Ele é decorrente de um estabelecimento de relações e que precisa dos outros tipos de conhecimentos para ocorrer.

Referência Bibliográfica:
RANGEL, Anna Maria Píffero. Alfabetizar aos seis anos. Editora Mediação. Porto Alegre, 2008.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Olá colegas e professores!

Na segunda-feira, nos reunimos para aula presencial da interdisciplina “Seminário Integrador”. Neste dia acolhemos oficialmente as nossas novas colegas da pedagogia. Para o acolhimento foi feito uma dinâmica, que resultou nesta nuvem de tags.


A dinâmica constitua em escolher uma palavra para “entregar” para as calouras do curso. A minha palavra foi “ SUPERAÇÃO”. O PEAD, nos traz muitos desafios, porém com dedicação e o apoio das colegas, tutores e professores conseguimos superá-los.



Sejam todos bem-vindos!


domingo, 20 de setembro de 2015

Infância

Colegas, após a reflexão sobre o que é a infância... Cheguei a conclusão que esta é uma fase muito importante, pois nela inicia-se a formação do nosso carácter  e a construção de valores que poderão ser carregados durante a nossa vida.

Compartilho com vocês a música Bola de Meia, Bola de Gude do Milton Nascimento que relata que:

 "Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão...

... E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Caráter, bondade, alegria e amor
..."





segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Apresentação do Workshop


      A apresentação do workshop foi a parte mais tranquila do trabalho, mas eu só percebi isso depois que ela terminou. Hehehe
     No primeiro momento, eu estava muito nervosa por apresentar o meu trabalho para uma banca. Porém, no instante em que eu reconheci as minhas colegas, eu me senti mais confiante e segura. Por este motivo, eu afirmo que as colegas foram muito importante nesta fase, pois através dos seus olhares e sorrisos me apoiaram durante a minha apresentação.
     Eu acredito que neste momento, onde eu assisti a apresentação das minhas colegas, e do Ederson, foi etapa do semestre onde correu a maior tronca de experiências, portanto foi um momento rico de aprendizagens.


Resumindo: o Workshop foi o momento onde eu me reconheci nas aflições, duvidas e anseios dos meus colegas, e me tranquilizei quando encontrei apoio neles. Que venha o próximo semestre!