domingo, 25 de junho de 2017

Gestão Democrática e o Conselho Escolar

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, torna a educação um direito social de todos, e um dever do Estado. Estabelece também que a ensino deverá ser ministrado com base em alguns princípios, como a gestão de democrática do ensino (BRASIL, 1988). Portanto, há aproximadamente 30 anos estamos construindo em nossas escolas uma gestão democrática.  
Galina e Carbello (2007, p 3) afirmam que a gestão escolar tem como característica “o envolvimento da comunidade cuja a participação se realiza por meio de instâncias colegiadas”. Contudo, segundo Martins, Fossatti e Silva ( 2016, p. 5) há um abismo entre a legislação  e as práticas escolares.  Durante a entrevista com a presidente do Conselho Escolar (CE) da escola em que leciono, a professora Eliane, conversamos um pouco sobre a dificuldade da participação da comunidade escolar (professores, alunos, responsáveis pelos alunos e professores), de acordo com a Eliane é necessário o comprometimento de todos os segmentos que participam do conselho escolar, se houvesse esta mudança de atitude o processo decisório dentro CE seria diferente com a coparticipação de todos. Portanto, uma das causas destes abismos entre a legislação e as práticas é a ausência da participação da comunidade escolar dentro da escola. 
As instâncias colegiadas são espaços de representação dos segmentos que compõe a escola (pais, docentes, discentes e comunidade), por exemplo, Conselho Escolar, Conselho de Classe, Associação de Pais Mestres e Funcionários, e Grêmio Escolar. Dependendo do colegiado há determinas funções e objetivos. A partir destes espaços é que a gestão democrática ganha força, e passa a possuir verdadeiramente o seu caráter democrático, findando assim a visão de uma escola hierarquizada pela figura do diretor(a).


Referências:

 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 05 de outubro de 1988 (com redação atualizada). Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm Acesso em: 25 junho de 2017

GALINA, Irene de Fátima; CARBELLO, Sandra Regina Cassol. Instâncias colegiadas: espaços de participação na gestão democrática da escola pública. Instituição UEM. 2007 Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1233253. Acesso em: 25 jun 2017


OLIVEIRA, J. F., MORAIS, K. N., DOURADO, L.F. Organização da Educação Escolar no Brasil na Perspectiva da Gestão Democrática: Sistemas de Ensino, Órgãos Deliberativos e Executivos, Regime de Colaboração, Programas, Projetos e Ações. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1224468. Acesso em: 25  jun 2017.

domingo, 18 de junho de 2017

Abrem-se presídios, fecham-se turmas...

O Jornal Zero hora nesta terça-feira trouxe na manchete  o dado que fecharam mais de 2 mil turmas. 

"A redução de 5,3% foi motivada, segundo o governo, pela queda no número de alunos nos últimos 10 anos e tem objetivos econômicos e pedagógicos: diminuiria a necessidade de professores e aumentaria a "socialização" dos estudantes."


Alguém me explica desde quando encher uma sala (normalmente pequenas e sem ventiladores etc etc) com alunos é benéfico para a socialização ou para aprendizagem?

De acordo com Ozório (2003) "excesso de alunos em sala não gera qualidade, pelo contrário gera um aprendizado ineficiente." 


E em contra partida, na mesma edição do jornal há o anuncio de três novas prisões no nosso estado.

Vivemos em tempos difíceis para educação...





Referências:
Ozório, Verônica de Araujo. Excesso de alunos em sala de aula não combina com qualidade educacional. Disponível em < http://www.educacaopublica.rj.gov.br/suavoz/0071.html>

domingo, 11 de junho de 2017

Administração Escolar

A escola é uma “instituição social dotada de especificidades, e como tal, sua administração é diferenciada da administração empresarial (Oliveira, Moraes, Dourado, p. 2)l”, porque esta está fortemente ligada ao sistema capitalista.  Compreendo e concordo que os objetivos da organização escolar e da organização empresarial são diferentes, já que a “escola objetiva o cumprimento de sua função de socialização do conhecimento historicamente produzido e acumulado pela humanidade (Oliveira, Moraes, Dourado, p.4) ” e a organização empresarial visa “a produção de bens materiais, reprodução do capital e a alienação do trabalhador (Oliveira, Moraes, Dourado, p.3) ”. 

O professor da USP Vitor Paro, especialista em administração escolar, comenta sobre o que, em sua opinião, podem ser chamados de equívocos da administração. Ele conta que, muitas vezes, a administração escolar deixa de lado o mais importante: propiciar condições para o aluno querer aprender.

Referência:
 OLIVEIRA, J. F., MORAIS, K. N., DOURADO, L.F. Organização da Educação Escolar no Brasil na Perspectiva da Gestão Democrática: Sistemas de Ensino, Órgãos Deliberativos e Executivos, Regime de Colaboração, Programas, Projetos e Ações. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1224468. Acessado: 4 de jun. 2017.


domingo, 4 de junho de 2017

Gestão Democrática nas Escolas

      De acordo com o Ministério da Educação ( 2004) uma "Gestão da escola pública trata-se de uma maneira de organizar o funcionamento da escola pública quanto aos aspectos políticos, administrativos, financeiros, tecnológicos, culturais, artísticos e pedagógicos, com a finalidade de dar transparência às suas ações e atos e possibilitar à comunidade escolar e local a aquisição de conhecimentos, saberes, idéias e sonhos, num processo de aprender, inventar, criar, dialogar, construir, transformar e ensinar."    

 Eu penso que uma gestão democrática ocorre quando há participação de todos os sujeitos que fazem parte da comunidade escolar. De acordo com Batista um princípio básico de uma gestão democrática é a separação plena do quadro administrativo e os meios administrativos e de produção, portanto consequentemente em uma gestão democrática há transparência nas prestações de contas. Ainda de acordo com a autora, outro princípio é quando a relação entre o funcionário público e o gestão se dá por meio um “contrato com regras fixas, claras e universais, e não através de dependentes pessoais, parentes ou pessoas que estejam ligadas por um “vinculo de fidelidade” ao gestor. 

Referências:

Batista, Neusa Chaves. O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares. Gestão da educação escolar. Brasília: UnB/ CEAD, 2004

domingo, 28 de maio de 2017

Força!

Na interdisciplina de Organização e Gestão Escolar estamos estudando alguns conceitos que serão fundamentais para a compreensão e posterior posicionamento nos processos educacionais.  Gostaria de fazer um destaque  para o conceito de "FORÇA". Na semana passada, no momento de conceitua-lo com base nos meus conhecimentos, eu tive bastante dificuldade porque estava pensando no conceito dentro da área de física. Hoje com mais calma, e após algumas leituras cheguei a conclusão que este conceito esta estritamente relacionado com o "PODER".

Para que se possa exercer o poder é preciso que se tenha a força necessária para tanto. De acordo com Aranha (2003) a " força não significa necessariamente a posse de meios violentos de coerção, mas de meios que me permitam influenciar no comportamento de outra pessoa”
"O campo político é pois o lugar de uma concorrência pelo poder que se faz por intermédio de uma concorrência pelos profanos ou, melhor, pelo monopólio do direito de falar e de agir em nome de uma parte ou totalidade dos profanos" (BOURDIEU, 1998, p.185). Portanto, na politica as forças das ideias são capaz de mobilizar um grupo. 
Desta maneira, ao concluir esta atividade não pude deixar de relacionar com o nosso atual cenário politico. Quando o povo perceber o a importância da sua força, será capaz de realizar grandes mudanças.  

Referências:
ARANHA, Maria Lúcia Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando - Introdução à Filosofia. 3. Ed. São Paulo: Moderna, 2003. p. 438, pp. 213 - 225.
 BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Lisboa: Difel Ed, 1989


domingo, 21 de maio de 2017

LDB

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, criada em 1996, segundo Jamil Cury afirmou na aula inaugural na UFRGS (abril, 2017) que já sofreu mais de 200 alterações ao longo dos anos.
Uma das mais recentes alterações foi a Medida Provisória 746 que promove alterações na estrutura do ensino médio, ao meu ver esta alteração tem como objetivo fomentar a formação de mão de obra barata e despolitização dos estudantes. Penso que alterações como estas estão relacionadas com a Dupla Rede citada pelo Jamil Cury, onde há uma rede que conduz à formação de elites e um outra rede direcionada à educação profissional. Os estudantes do ensino público terão acesso a uma educação precária, e futuramente terão dificuldades de ingressar na faculdade, pois os processos seletivos exigem conteúdos que eles não terão oportunidade de aprender. Corremos o risco de viver um cenário de até pouquíssimos anos atrás onde o filho do trabalhador dificilmente ingressará na universidade.

Portanto, através destas alterações recentes, acredito que neste momento não é interessante reabrir a LDB para demais modificações. Penso, que se faz necessário é investimento na educação pública em todos níveis, porque escola com ensino de qualidade se faz com investimento para proporcionar condições adequadas de aprendizagem e aprimorar a formação de professores.  

terça-feira, 16 de maio de 2017

Tintas da Natureza

      Em uma das escolas em que leciono estamos trabalhando sobre a cultura indígena neste primeiro semestre. Como proposta de atividade diferenciada criamos "tintas com cores da natureza". Para isso selecionamos alguns elementos da natureza que possuem forte coloração, por exemplo: cenoura, beterraba, repolho roxo, sementes urucum, pó de café e espinafre. 

Segue abaixo o passo a passo utilizando como exemplo cenoura:

1. Corte a cenoura em fatias, e bata no liquidificador com um pouco de água.


2. Esprema o liquido com um pano, e leve ao fogo até ferver.











3. Após armazene em um vidro. A tinta é perecível, e deve ser armazenada na geladeira.




















Esta atividade foi realizada na Educação Infantil, com crianças de 1 a 2 anos, portanto não podemos realizar o procedimentos com eles. Contudo, levamos os produtos selecionados para que eles conhecessem.

Desenhos coletivos produzidos pelas crianças.