domingo, 27 de agosto de 2017

Eixo VI: Práticas pedagógicas, currículo e ambientes de aprendizagem VI - Docência e Processos Educacionais Inclusivos

     O sexto semestre iniciou dia 28/08/2017 apresentando o Eixo VI: Práticas pedagógicas, currículo e ambientes de aprendizagem VI - Docência e Processos Educacionais Inclusivos, composto pelas interdisciplinas:
  • Filosofia da Educação-60h
  • Educação de Pessoas com Necessidades Especiais -75h
  • Desenvolvimento e Aprendizagem sob enfoque da Psicologia II -90h
  • Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História -75h
  • Seminário Integrador VI - 75h
     Como uma das temáticas que estará fortemente presente durante o semestre será questões sobre etnia, diversidade e processos de inclusão... Já na primeira aula conversamos um pouco sobre preconceito. 

      O significada da palavra “preconceito” segundo o Dicionário Aurélio é:. 1. Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; ideia preconcebida. 2. Julgamento ou opinião formada sem se levar em conta o fato que os conteste; prejuízo. 3. P. ext. Superstição, crendice; prejuízo. 4. P. ext. Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc.
     Portanto, há diversos tipos de preconceitos que podem estar relacionados a cor da pele, origem geográfica (xenofobia), orientação sexual, questões de gênero, classe social entre outros. No meu relato, eu trouxe exemplos de preconceitos raciais. Segundo  Nogueira (2007, p.6) o preconceito racial é entendido como “ uma disposição (ou atitude) desfavorável, culturalmente condicionada, em relação aos membros de uma população, aos quais se têm como estigmatizados, seja devido à aparência, seja devido a toda ou parte da ascendência étnica que se lhes atribui ou reconhece”.
            Os exemplos citados por mim em conjunto com o relato da minha colega no encontro presencial abordam a questão dos estereótipos. De acordo com site InfoEscola podemos definir estereótipo como sendo “generalizações, ou pressupostos, que as pessoas fazem sobre as características ou comportamentos de grupos sociais específicos ou tipos de indivíduos” De acordo com Silvia (Silvia, 2005, p. 24) os estereótipos geram preconceitos, pois há um desconhecimento real do outro. 


            Eu penso que é inconcebível que professores sejam preconceituosos. Contudo, compreendo que nós professores somos seres imperfeitos e que cometemos erros. Acredito que muitos comentários preconceituosos surgem devida a ausência de conhecimento, pela falta de análise, e também pelo meio social. Espero que esse semestre seja de grandes re(aprendizados), e des(construções).
Referências:
InfoEscola: http://www.infoescola.com/sociologia/estereotipo/NOGUEIRA, Oracy. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem
Tempo Social, revista de sociologia da USP, v. 19, n. 1. P. 287-308. Disponível em:https://www.revistas.usp.br/ts/article/view/12545/14322 Acesso em 03 set 2017
SILVIA, Ana Célia. A desconstrução da discriminação no livro didático. 2005. Disponível em: http://etnicoracial.mec.gov.br/images/pdf/publicacoes/superando_%20racismo_escola_miolo.pdf

terça-feira, 11 de julho de 2017

Algumas reflexões sobre o eixo V

Neste semestre houve a oportunidade de ampliar os meus conhecimento a respeito da Gestão Democrática, o que me permitiu compreender melhor o funcionamento da escola pública em que leciono há três anos. Acredito que  eu tenha me tornado uma profissional mais crítica a respeito dos meus direitos e deveres como servidora pública.
A aplicabilidade dos Projetos de Aprendizagem na minha escola foi gratificante, pois percebi que os alunos formularam questões, pesquisaram, e estavam determinados as responder questões norteadores da pesquisa. Esta foi uma experiência única, pois acredito que neste momento eles estavam “aprendo a aprender”. Quanto aos estudos da Psicologia da Vida Adulta, a atividade de pesquisa realizada em grupo sobre “Companheirismo” foi interessante, e agregou valor na minha vida pessoal e profissional. Estas duas atividades de interdisciplinas diferentes, me oportunizaram a troca constante de ideias, inseguranças, informações e sugestões com o meu grupo de colegas. É possível acessar alguns momentos que ficaram registradas no espaço virtual Projetode Aprendizagem  e no documento final Companheirismo (disponível no moodle).
Agora nos encontramos na etapa final com a construção da síntese das nossas aprendizagens e a preparação para o workshop no dia 17/07! Este foi um semestre produtivo, mas ao mesmo tempo estressante devido a extensa carga horaria de trabalho (50h), mas acompanhando a dificuldade também está um sentimento de recompensa e vitória! 
Sempre há o que aprender! 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Avaliação e Avaliação Escolar

    Eu já havia realizado ima postagem sobre avaliação dos estudantes, intitulada "o verdadeiro sentido de avaliar". De acordo com Hoffman (2011) o ato de avaliar na perceptiva da relação aluno e professor é acompanhar a construção do conhecimento do estudante. A avaliação deve permitir que as crianças “acompanhem suas conquistas, suas dificuldades e suas possibilidades ao longo do seu processo de aprendizagem”.   Loch (2014, pg. 133), explica que a avaliação deve ser “continua, participativa, diagnóstica e investigava”. Portanto, a avaliação deve ser constante, ou seja, diariamente, para que possa diagnosticar as possíveis dificuldades, e intervir no processo de ensino e aprendizagem, auxiliando e reorientando o estudante.

            Contudo, se faz necessário também uma avaliação da escola como um todo. O Sistema Estadual de Avaliação Participativa (SEAP), foi uma ferramenta desenvolvida e aplicada pelo governo anterior do estado do Rio Grande do Sul a fim de

            “... consolidar parcerias com as Instituições de Ensino Superior que permitam avaliar as escolas, sua gestão, sua prática pedagógica, suas condições físicas e materiais, possibilitando a identificação das dificuldades e possibilidade de promover mudanças de prática e direcionamento da política educacional” ( RIO GRANDE DO SUL, 2011).

             Confesso que estou no Estado há três anos, porém até este momento não havia tomado conhecimento deste instrumento que se faz tão importante em uma gestão democrática. Já que este tinha como objetivo estabelecer uma comunicação entre a Secretária de Educação (SEC), as Coordenadorias Regionais (CREs) e as escolas estaduais. De acordo com o  § 1º do art. 5º do DECRETO Nº 48.744 (RIO GRANDE DO SUL, 2011), a avaliação seria realizada pelos professores e funcionários com “efetiva participação da comunidade escolar”.  Portanto, todos os segmentos estariam envolvidos na avaliação, tornando-a uma excelente ferramenta de uma gestão democrática. Acredito que assim como avaliamos os nossos estudantes, identificamos suas dificuldades e auxiliamos a superá-las, se faz necessário uma avaliação continua da escola, apontando suas deficiências e pensando em maneiras de promover a qualidade de ensino.



Jussara Hoffmann em teleconferência fala sobre o significado da avaliação mediadora como um caminho para a aprendizagem.

SEDUC lança Sistema Estadual de Avaliação Participativa - 25 de setembro de 2012

             

Referências:

HOFFMAN, Jussara. Avaliação na Educação Infantil. 2011. Disponível em  https://www.youtube.com/watch?v=A74gphe1nT4 Acesso 01 jul. 2017

LIMA, Iana & GOLBSPAN, Ricardo- Artigo "O Sistema Estadual de Avaliação Participativa na educação estadual do Rio Grande do Sul: contribuições para o desenvolvimento de uma gestão escolar democrática” Disponível em https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2027854/mod_resource/content/1/O%20Sistema%20Estadual%20de%20Avaliação%20 Acesso 01  jul.  2017

LOCH, Jussara Margareth de Paula. Avaliação na escola cidadã. In: ESTEBAN, Maria Teresa (Org) Avaliação uma prática em busca de novos sentidos. Rio de Janeiro. DP&A Editores, 2004. P. 129-142.

RIO GRANDE DO SUL. DECRETO Nº 48.744, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2011. Institui o Sistema Estadual de Avaliação Participativa do Estado do Rio Grande do Sul – SEAP/RS, e dá outras providências. Disponível em http://www.al.rs.gov.br/filerepository/repLegis/arquivos/DEC%2048.744.pdf Acesso 01 de jul. 2017

domingo, 25 de junho de 2017

Gestão Democrática e o Conselho Escolar

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, torna a educação um direito social de todos, e um dever do Estado. Estabelece também que a ensino deverá ser ministrado com base em alguns princípios, como a gestão de democrática do ensino (BRASIL, 1988). Portanto, há aproximadamente 30 anos estamos construindo em nossas escolas uma gestão democrática.  
Galina e Carbello (2007, p 3) afirmam que a gestão escolar tem como característica “o envolvimento da comunidade cuja a participação se realiza por meio de instâncias colegiadas”. Contudo, segundo Martins, Fossatti e Silva ( 2016, p. 5) há um abismo entre a legislação  e as práticas escolares.  Durante a entrevista com a presidente do Conselho Escolar (CE) da escola em que leciono, a professora Eliane, conversamos um pouco sobre a dificuldade da participação da comunidade escolar (professores, alunos, responsáveis pelos alunos e professores), de acordo com a Eliane é necessário o comprometimento de todos os segmentos que participam do conselho escolar, se houvesse esta mudança de atitude o processo decisório dentro CE seria diferente com a coparticipação de todos. Portanto, uma das causas destes abismos entre a legislação e as práticas é a ausência da participação da comunidade escolar dentro da escola. 
As instâncias colegiadas são espaços de representação dos segmentos que compõe a escola (pais, docentes, discentes e comunidade), por exemplo, Conselho Escolar, Conselho de Classe, Associação de Pais Mestres e Funcionários, e Grêmio Escolar. Dependendo do colegiado há determinas funções e objetivos. A partir destes espaços é que a gestão democrática ganha força, e passa a possuir verdadeiramente o seu caráter democrático, findando assim a visão de uma escola hierarquizada pela figura do diretor(a).


Referências:

 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil, de 05 de outubro de 1988 (com redação atualizada). Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm Acesso em: 25 junho de 2017

GALINA, Irene de Fátima; CARBELLO, Sandra Regina Cassol. Instâncias colegiadas: espaços de participação na gestão democrática da escola pública. Instituição UEM. 2007 Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1233253. Acesso em: 25 jun 2017


OLIVEIRA, J. F., MORAIS, K. N., DOURADO, L.F. Organização da Educação Escolar no Brasil na Perspectiva da Gestão Democrática: Sistemas de Ensino, Órgãos Deliberativos e Executivos, Regime de Colaboração, Programas, Projetos e Ações. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1224468. Acesso em: 25  jun 2017.

domingo, 18 de junho de 2017

Abrem-se presídios, fecham-se turmas...

O Jornal Zero hora nesta terça-feira trouxe na manchete  o dado que fecharam mais de 2 mil turmas. 

"A redução de 5,3% foi motivada, segundo o governo, pela queda no número de alunos nos últimos 10 anos e tem objetivos econômicos e pedagógicos: diminuiria a necessidade de professores e aumentaria a "socialização" dos estudantes."


Alguém me explica desde quando encher uma sala (normalmente pequenas e sem ventiladores etc etc) com alunos é benéfico para a socialização ou para aprendizagem?

De acordo com Ozório (2003) "excesso de alunos em sala não gera qualidade, pelo contrário gera um aprendizado ineficiente." 


E em contra partida, na mesma edição do jornal há o anuncio de três novas prisões no nosso estado.

Vivemos em tempos difíceis para educação...





Referências:
Ozório, Verônica de Araujo. Excesso de alunos em sala de aula não combina com qualidade educacional. Disponível em < http://www.educacaopublica.rj.gov.br/suavoz/0071.html>

domingo, 11 de junho de 2017

Administração Escolar

A escola é uma “instituição social dotada de especificidades, e como tal, sua administração é diferenciada da administração empresarial (Oliveira, Moraes, Dourado, p. 2)l”, porque esta está fortemente ligada ao sistema capitalista.  Compreendo e concordo que os objetivos da organização escolar e da organização empresarial são diferentes, já que a “escola objetiva o cumprimento de sua função de socialização do conhecimento historicamente produzido e acumulado pela humanidade (Oliveira, Moraes, Dourado, p.4) ” e a organização empresarial visa “a produção de bens materiais, reprodução do capital e a alienação do trabalhador (Oliveira, Moraes, Dourado, p.3) ”. 

O professor da USP Vitor Paro, especialista em administração escolar, comenta sobre o que, em sua opinião, podem ser chamados de equívocos da administração. Ele conta que, muitas vezes, a administração escolar deixa de lado o mais importante: propiciar condições para o aluno querer aprender.

Referência:
 OLIVEIRA, J. F., MORAIS, K. N., DOURADO, L.F. Organização da Educação Escolar no Brasil na Perspectiva da Gestão Democrática: Sistemas de Ensino, Órgãos Deliberativos e Executivos, Regime de Colaboração, Programas, Projetos e Ações. Disponível em: https://moodle.ufrgs.br/mod/resource/view.php?id=1224468. Acessado: 4 de jun. 2017.


domingo, 4 de junho de 2017

Gestão Democrática nas Escolas

      De acordo com o Ministério da Educação ( 2004) uma "Gestão da escola pública trata-se de uma maneira de organizar o funcionamento da escola pública quanto aos aspectos políticos, administrativos, financeiros, tecnológicos, culturais, artísticos e pedagógicos, com a finalidade de dar transparência às suas ações e atos e possibilitar à comunidade escolar e local a aquisição de conhecimentos, saberes, idéias e sonhos, num processo de aprender, inventar, criar, dialogar, construir, transformar e ensinar."    

 Eu penso que uma gestão democrática ocorre quando há participação de todos os sujeitos que fazem parte da comunidade escolar. De acordo com Batista um princípio básico de uma gestão democrática é a separação plena do quadro administrativo e os meios administrativos e de produção, portanto consequentemente em uma gestão democrática há transparência nas prestações de contas. Ainda de acordo com a autora, outro princípio é quando a relação entre o funcionário público e o gestão se dá por meio um “contrato com regras fixas, claras e universais, e não através de dependentes pessoais, parentes ou pessoas que estejam ligadas por um “vinculo de fidelidade” ao gestor. 

Referências:

Batista, Neusa Chaves. O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática 
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Programa Nacional de Fortalecimento dos Conselhos Escolares. Gestão da educação escolar. Brasília: UnB/ CEAD, 2004