Em
entrevista para Revista Nova Escola Cyrce Andrade (2010) afirma que
brincar é uma aprendizagem social, porém não é somente o adulto
que ensina a brincar, as crianças também ensinam suas regras e
adaptações a outra crianças.
É comum observar na hora da brincadeira as crianças criando suas regras, e adaptando os jogos aos seus interesses. Em sala de aula, quando proponho uma atividade lúdica, sempre pergunto para os estudantes como deveriam ser as regras. Acredito que desta maneira que eles se sentem autores do próprio jogo.
Referências Bibliográficas:
Cyrce Andrade. Brincar é a forma de expressão das crianças. In: Revista Nova Escola. Set. 2010
Eu já havia falado um pouquinho sobre o brinquedo na postagem "Brincadeiras que vencem o tempo". Porém, uma cena que uma atividade que eu acompanhei essa semana me chamou atenção. A atividade consistia na construção de brinquedos com sucata. Os estudantes de 3/4 anos construíram aviões, robôs, carros com materiais simples como rolo de papel, pode de iogurte, palitos entre outros. Os materiais foram colados com cola. Após a construção do brinquedo observei as crianças brincando alegremente com os brinquedos.
Carneiro
(2014) define o brinquedo como um objeto que tem como objetivo servir de
suporte as brincadeiras. O ato de brincar pode ser enriquecido com
um brinquedo, mas ele não é um fator decisivo para que a
brincadeira aconteça. Aliás quem irá atribuir um valor ao objeto,
afim de que ele se torne um brinquedo, é a criança. Portanto, é
comum nós vermos crianças utilizando objetos inusitados ou sucadas
para brincar.
Referências
Bibliográficas:
CARNEIRO,
Maria Angela Barbato. A magnifica história dos jogos. In: Carta
Fundamental.
Dez. 2014.
Segundo Piaget (1964) os jogos de
exercícios ocorrem no período sensório-motor, onde a criança
realiza atividade de exploração de objetos, desloca os objetos,
observa e imita os gestos de outras pessoas. Os jogos simbólicos
ocorrem no período pré-operatório, e tem a forte presença do
simbólico (do símbolo) nas atividades. Os jogos de regras ocorre
quando a criança ingressa no período das operações concretas,
neste tipo jogo as regras e acordos entre os participantes se fazem
presentes, ele estimula o raciocínio lógico e objetivo.
Dentro desta classificação proposta pelo Piaget eu gostaria de chamar atenção para os jogos simbólicos. Os jogos de faz-de-conta sempre chamaram a minha atenção, pois me admira ver as crianças transformando uma vassoura em cavalinho, fazer comidinha com areia, brincar de trem ao fazer uma fila indiana, utilizar a imaginação para construir cenários e situações.
De acordo com esse tipo de jogo vai "transformando se transformando ao longo do desenvolvimento, de modo que a criança vai retratando, cada vez mais fielmente, a realidade à qual ela se refere".
- Que gigantes? - disse Sancho Pança.
- Aqueles que ali vês - respondeu seu amo -, de longos braços, que alguns chegam a tê-los de quase duas léguas.
- Veja vossa mercê - respondeu Sancho - que aqueles que ali aparecem não são gigantes, e sim moinhos de vento, e o que neles parecem braços são as asas, que, empurradas pelo vento, fazem rodar a pedra do moinho.
Trecho do livro O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha,de Miguel de Cervantes Saavedra
Estive refletindo sobre o espaço que o jogo tem na escola. Atualmente estou em um momento em que eu desempenho atividades como monitora na na educação infantil com crianças de 3-4 anos. Logo nos primeiros dias percebe-se a importância que tem o jogo para eles. Diariamente são realizadas diferentes atividades, e o jogo (brincadeiras com regras) sempre está presente, pois através dele as crianças aprendem e desenvolve-se. Segundo
Collares (2008, p. 03)“sua relevância está no fato de que através
dele os alunos ressignificam os acontecimentos. Conforme indicam os
estudos psicanalíticos, através do jogo expressam-se e elaboram-se
angustias, busca-se satisfação, entra-se em contato com outros”
Contudo, nos anos finais do fundamental (onde eu leciono a disciplina de ciências), percebo que poucos professores utilizam destes recurso. Penso que mais jogos didáticos deveriam ser realizados com estes estudantes também. Na postagem "Jogos, brincadeiras e atividades lúdicas" eu falei um pouco sobre isso!
“A
poesia é um conteúdo poético que podemos encontrar no poema, mas
também em narrativas literárias, crônicas e até em obras de arte
que não utilizam a palavra: num quadro, numa fotografia, por
exemplo. É a linguagem poética encontrada nessas obras que pode ser
chamada de poesia”.
(Trecho
extraído do material da interdisciplina de Literatura Infanto
Juvenil e Aprendizagem – PEAD - 2016)
E na
música? Podemos encontrar poesia na música? Qual a relação da
música com a poesia?
Se refletirmos
sobre a trajetora de Vinícius de Moraes, veremos que ele circulou
entre as duas modalidades artísticas: poesia e música
As borboletas - Vinicus de Moraes - Composição Cid Campos
Segundo Maria
Cristina Aguiar a “música e
poesia são duas artes da comunicação que vivem do som, da
articulação, da expressão... Com valor em si mesmas, e não
necessitando uma da outra para poder subsistir, os seus caminhos
cruzam-se no universo fascinante da canção. O texto, outrora
recitado, recebe uma nova roupagem e é articulado com sons definidos
musicalmente. Por outro lado, a música recebe mais um componente,
cuja articulação de vogais e consoantes vai contribuir para o
enriquecimento do resultado final.”
Recentemente tenho escutado a dupla Palavra Cantada, eu acho as músicas deles ricas em poesia.
"Palavra
Cantada é uma dupla musical infantil formada em 1994 por Paulo Tatit
e Sandra Peres. É caracterizado por canções infantis de linhas
marcantes, que prezam pela elaboração das letras, arranjos e
gravações, com uma poética sensível e respeito à inteligência
das crianças (Wikipedia) "
"Todo ano ela vem e volta ano que vem
Vem para plantar, enfeitar a floresta
e toda natureza entra em festa"
Vocês conhecem alguma música recheada de poesia?
Referências:
Aguiar, Maria
Cristina “Música e Poesia: A relação complexa entre duas artes
da comunicação”. Disponível em.
<http://www.ipv.pt/forumedia/6/13.pdf >
Poema e Poesia - Interdisciplina
de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem – PEAD
- 2016 Palavra Cantada - https://pt.wikipedia.org/wiki/Palavra_Cantada
Recentemente
eu iniciei uma atividade como monitora em uma escola de educação
infantil em Porto Alegre. Estou acompanhando duas turmas de nível 3,
as crianças têm de 3 a 4 anos. Estas últimas semanas têm sido um
período de adaptação e de intensas aprendizagens, já que até
então eu não havia trabalhando com crianças na educação
infantil. Hoje eu venho fazer o relato sobre um dos momentos mais
esperados por eles: a hora de brincar.
Já
faz parte da rotina deles 30 min de pátio, e outros momentos durante
o dia em que eles são convidados a brincar livremente, ou orientados
a brincar de alguma brincadeira especifica pela professora. Hoje
darei ênfase sobre o ato de brincar livremente.
Quando a criança está brincando ela está vivenciando várias
situações, e aprendendo a resolvê-las.
Se a brincadeira é com outras crianças ela aprende a compartilhar
os brinquedos, a ouvir o amigo, aprende a se tornar mais flexível na
tomada das decisões
Quando a criança está brincando, ela está aprendendo e
desenvolvendo habilidades sociais, motoras e linguísticas também.
Nas
semanas seguintes os alunos foram a procura das respostas, de acordo
com as teorias construtivistas nos projetos de aprendizagens o
professor assume um papel mediador, orientando os trabalhos. A procura de material para tentar responder as perguntas, de acordo com Demo (2005, pág. 21) "significa habituar o aluno a ter iniciativa, em termos de procurar livros, textos, fontes, dados informações. Visa-se superar a regra comum de receber as coisas pontas, sobretudo apenas reproduzir materiais existentes". Desta
maneira, em nenhum momento eu trouxe as respostas aos alunos, eu
auxiliei eles, forneci alguns materiais e entrei em contato com
pessoas que poderiam auxiliar no trabalho. Os alunos foram autônomos,
e os protagonistas na busca pelas respostas e na construção do
trabalho escrito.
A
APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS
Conforme
o combinado na data marcada os alunos apresentaram seus trabalhos aos
colegas. A apresentação contou com alguns improvisos já que um
grupo esqueceu os materiais para uma experiência. Contudo, como a
escola é pequena e cooperativa, a equipe da cozinha emprestou os
materiais (açúcar, sal e água morna) para realização do
experimento. Os alunos apresentação domínio do conteúdo,
seriedade e respeito ao trabalho dos colegas.
Por
que utilizar projetos de aprendizagem?
Os
projetos são construídos a partir do interesse do aluno, e eles são
os protagonistas e autônomos durante todo o processo. Desta maneira,
o professor assume o papel de mediador, auxiliando os alunos, mas
permitindo que eles sejam emancipatórios.Notei que os alunos foram capazes de interpretar os textos, compreende-los, a depois elaborar suas hipóteses. O autor Pedro Demo (2005, pág 24) identifica isso como a troca de posição de "informado" à informante, informativo e informador.