sábado, 28 de maio de 2016

A minha experiência com Projetos de Aprendizagem (2)

A BUSCA PELAS RESPOSTAS
Nas semanas seguintes os alunos foram a procura das respostas, de acordo com as teorias construtivistas nos projetos de aprendizagens o professor assume um papel mediador, orientando os trabalhos. A procura de material para tentar responder as perguntas, de acordo com Demo (2005, pág. 21) "significa habituar o aluno a ter iniciativa, em termos de procurar livros, textos, fontes, dados informações. Visa-se superar a regra comum de receber as coisas pontas, sobretudo apenas reproduzir materiais existentes". Desta maneira, em nenhum momento eu trouxe as respostas aos alunos, eu auxiliei eles, forneci alguns materiais e entrei em contato com pessoas que poderiam auxiliar no trabalho. Os alunos foram autônomos, e os protagonistas na busca pelas respostas e na construção do trabalho escrito. 

A APRESENTAÇÃO DOS TRABALHOS
Conforme o combinado na data marcada os alunos apresentaram seus trabalhos aos colegas. A apresentação contou com alguns improvisos já que um grupo esqueceu os materiais para uma experiência. Contudo, como a escola é pequena e cooperativa, a equipe da cozinha emprestou os materiais (açúcar, sal e água morna) para realização do experimento. Os alunos apresentação domínio do conteúdo, seriedade e respeito ao trabalho dos colegas.

Por que utilizar projetos de aprendizagem?
Os projetos são construídos a partir do interesse do aluno, e eles são os protagonistas e autônomos durante todo o processo. Desta maneira, o professor assume o papel de mediador, auxiliando os alunos, mas permitindo que eles sejam emancipatórios.Notei que os alunos foram capazes de interpretar os textos, compreende-los, a  depois elaborar suas hipóteses. O autor Pedro Demo (2005, pág 24) identifica isso como a troca de posição de "informado" à informante, informativo e informador. 
Referências:
Demo, Pedro. Educar pela pesquisa. 7. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2005.

A minha experiência com Projetos de Aprendizagem


Durante este semestre estamos aprendendo sobre Projetos de Aprendizagem na interdisciplina “Seminário Integrador III”, coincidentemente este foi o primeiro ano que eu fiz a minha primeira tentativa de construir projetos com os meus alunos do 9º ano na disciplina de ciências. Descreverei em duas postagens os meus objetivos, obstáculos e resultados com esta experiência.

A PREPARAÇÃO

Nas duas primeiras semanas do ano letivo eu leve para sala de aula um material sobre “Método Cientifico”, expliquei para os alunos o que era o método científicos, quais eram as principais etapas a sua importância, e por fim como registrar tudo isso em um texto único. Estimulei aos alunos a questionarem acontecimentos da natureza, a construírem perguntas sobre as suas curiosidades, levei alguns modelos de revistas científicas, alguns exemplos de experimentos e estipulei o prazo de uma semana para eles apresentarem o assunto ou “questão” que eles iram pesquisar.

OS QUESTIONAMENTOS

Segundo Demo (2005, pág. 08) a educação e a pesquisa se assemelham por ambas valorizarem o questionamento, como sendo a marca inicial do sujeito histórico; enquanto a pesquisa se alimenta da dúvida, de hipóteses alternativas de explicação e da superação constante de paradigmas, a educação alimenta o aprender a aprender".
No momento de apresentação das perguntas todos os grupos explicaram seus questionamentos, com exceção de um grupo de alunos que ficaram de apresentar em outro dia. Considerei as temáticas interessantes e pertinentes. Um grupo quis realizar o experimento do vulcão, no inicio achei que não era adequado para faixa etária, porém após conversar com o grupo descobri que eles nunca haviam feito nos anos anteriores, então para complementar o trabalho expliquei que eles deveriam fazer questões mais pertinentes como “que gases saem do vulcão no momento da erupção”, e/ou “como acontece a reação química fictícia do vulcão com bicarbonato de sódio e vinagre?”. Os alunos prontamente aceitaram. Portanto em uma turma de 13 alunos frequentes, formou-se quatro grupos com os seguintes questionamentos:

1. Vulcanismo – o que acontece dentro de um vulcão de verdade? E por que acontece reação química do vulcão vulcão com bicarbonato de sódio e vinagre?
2. A verdadeira água do entorno das nossas casas
3. Por que o fermento faz o bolo crescer?
4. O quarto grupo não elaborou perguntas
Referências:
Demo, Pedro. Educar pela pesquisa. 7. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2005.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Conhecendo o solo da Vila Herdeiros

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, um dos objetivos do componente curricular Ciências da Natureza é que o aluno "desenvolva competências que lhe permitam compreender o mundo e atuar como indivíduo e como cidadão, utilizando conhecimentos de natureza científica e tecnológica” (página 32). O estudo do solo faz parte das Bases Curriculares Nacionais o aluno deverá “Compreender a composição do solo e sua conservação”.

Diante da importância de se desenvolver o conteúdo “solo”, e da relevância do aluno compreender o mundo que o cerca, o local onde ele está inserido, durante duas semanas eu desenvolvi o projeto “Conhecendo o solo da Vila Herdeiros”. Os alunos coletaram três amostras de solos próximo a sua residencia, após identificaram-nas em: solo arenoso, solo argiloso e solo humífero. Para completar pesquisaram nos livros didáticos “Projeto Arariba- editora Moderna” e “O meio ambiente Ciências- editora Attica” as principais características destes tipos de solo.

Nas próximas semanas para dar continuidade a temática, nós estudaremos quais são as características de um solo fértil, o que causa a poluição e a erosão do solo.




Referências:
Parâmetros Curriculares Nacionais - Ciências da Natureza-http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ciencias.pdf
Bases Curriculares Nacionais - Ciências da Natureza
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/conhecaDisciplina?disciplina=AC_CIN&tipoEnsino=TE_EF

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Brincadeiras que vencem o tempo

     Ao ler o artigo “Objetos com vida” da Ana Gonzaga publicado na Revista Nova Escola, eu reparei como existem brincadeiras que conseguem ultrapassar o tempo, e vencer a febre da tecnologia.  Dentro todas as brincadeiras que a reportagem cita, as que me chamaram a atenção foi bolha de sabão, bonec@s, as peças de montar, o pião e o ioiô. Eu me recordo de me divertir durante essas brincadeiras, e me vejo em crianças que as brincam.

     De acordo com a autora Ana Gonzaga (2010) quando alguém manuseia um brincando ela passa a construir uma relação com esse objeto. Penso também, que a criança deposita valores e suas emoções nestes objetos também.  Um exemplo,  é quando as crianças personaliza seu pião, cortam os cabelos das bonecas, passam maquiagens em suas bonecas, constroem castelos ou prédios.

Vocês concordam?

Referências Bibliográficas:
Objetos com vida - Ana Gonzaga - Revista Nova Escola - Setembro 2010

sábado, 2 de abril de 2016

Violência Escolar


A violência escolar está presente em nossas escolas, e uma das provas deste acontecimento são as frequentes notícias vinculadas nas mídias. Segundo Priotto e Boneti (2009) é considerada violência escolar:todos os atos ou ações de violência, comportamentos agressivos e antissociais, incluindo conflitos interpessoais, danos ao patrimônio, atos criminosos, marginalizações, discriminações, dentre outros praticados por, e entre, a comunidade escolar (alunos, professores, funcionários, familiares e estranhos à escola) no ambiente escolar.

Quanto os motivos geradores de violência escolar os autores Williams e Stelki-Pereira (2010) explicam que os casos normalmente estão relacionados com questão de preconceito, discriminação social e étnica e desrespeito à diversidade sexual.Quando se trata da relação do professor-aluno, a autora Rosa (2010) afirma que a violência no ambiente escolar apresenta grandes consequências para o processo de ensino-aprendizagem “os jovens tanto agressores como agredidos tendem a se desligar dos estudos, resultando em prejuízos de aprendizagem".
Já a violência escolar nas relações entre professores e gestores as autoras Galvão et. al.(2010) verificou que ela ocorre através de“ameaças, agressões verbais, brigas, intimidação sexual, uso de armas, assédio moral e depredações”. Desta maneira nota-se que dentro do ambiente escolar podem ocorrer as mais variadas formas de violência. Rosa (2010) propõe o diálogo como melhor ferramenta para evitar as diferentes formas de violência no ambiente escolar. Segundo a autora:
o diálogo o maior meio de prevenir a violência no ambiente escolar, que deve acontecer em casa e na escola, grupos de ajuda e de conscientização do papel da família e da educação, é essa união que pode contribuir positivamente para a redução do problema, beneficiando toda a sociedade”.


Referências Bibliográficas:
GALVÃO, Afolso; (et. al.) Violências escolares: implicações para gestão e currículo. Ensaio: aval. pol. públ. Educ., Rio de Janeira, v. 18, n.68 p.425-442, jul.set. 2010. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/ensaio/v18n68/02.pdf> Acessado em 20 nov. de 2015.

WILLIAMS, Lúcia Cavalcanti de Albuquerque; STELKO-PEREIRA, Ana Cristina. Reflexões sobre o conceito de violência escolar e busca por uma definição abrangente. Temas psicologia. vol. 18. n. 1 Ribeirão Preto, 2010. Disponível em < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1413-389X2010000100005&script=sci_arttext> Acessado em 20 nov. de 2015

PRIOTTO, Elis Palma; BONETI, Lindomar Wessler. Violência Escolar: na escola, da escola e contra a escola. Rev. Diálogo Educ.; Curitiba, v. 9, n. 26, p.161-179, jan./abr. 2009.

ROSA, Maria José Araujo.Violência no ambiente escolar: refletindo sobre as consequências para o processo de ensino aprendizagem. Itabaiana: GEPIADDE, ano 4, volume 8, jul-dez. 2010 


domingo, 27 de março de 2016

Um lugar e tempo para planejar…

     Nós professores estamos acostumados a construir e apresentar o planejamento anual no inicio do ano letivo. Segundo o dicionário on line o ato de planejar é “determinar as etapas, procedimentos ou meios que devem ser usados no desenvolvimento de um trabalho”. O fato é que quando montamos o planejamento anual não conhecemos os nossos alunos, suas dificuldades e facilidades… Portanto, é necessário que o planejamento seja flexível e "remodelado" com uma certa periodicidade.

     O professor Newton Bryan em entrevista para revista Nova Escola afirmou que “Há uma falta de tempo para o educador se planejar. E os sistemas escolares burocratizam o ensino. Fica a impressão de que com um roteiro rígido e rotineiro se erra menos."
     Contudo a lei Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 que estabelece diretrizes e bases para educação brasileira deixa explícito no seu artigo 67 que os professores deverão ter pelos sistemas de ensino assegurados um período reservado para planejamento já incluso na sua carga horária de trabalho.

Art. 67. Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público: (….)

V - período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído na carga de trabalho;

VI - condições adequadas de trabalho.


     Eu acho interessante que no mesmo artigo é mencionado a questão das condições adequadas de trabalho. Isso me faz refletir sobre quantas escolas que eu conheço onde existe um espaço adequado para planejamento de aulas. Para planejar uma boa aula ou avaliações são necessários alguns instrumentos como computador, acesso à internet, livros sobre determinado assunto e um espaço confortável onde não haja constantes interrupções.
A falta deste espaço adequado (algumas vezes) nos obriga a passar 2-3h/aulas semanais ociosas, ou realizando tarefas superficiais ou incompletas. Desta maneira, o planejamento e readaptações ocorrem nos finais de semanas que deveriam ser aproveitados com a família ou em outras atividades de lazer.
Como é na sua escola?
Existem reuniões pedagógicas no período da "hora atividade"? 
As reuniões são funcionais?

Links e referências utilizadas nesta postagem:
Conceito de planejamento: http://www.dicio.com.br/planejamento/
Reportagem da revista Nova Escola: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/planejamento-flexivel-427866.shtml
Lei n° 9.394: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9394.pdf
Imagem "Time to plan": https://planejamentocontabil.files.wordpress.com/2015/08/planejamento-1.jpg

quinta-feira, 17 de março de 2016

Aprender? Sempre!

     Paulo Freire (1998) já disse que nós somos seres inacabados, e que quando conscientes deste inacabamento conseguimos ir mais além. Considero esta uma característica essencial para todos os educadores, perceber que sempre podemos aprender ou nos aprimorar sobre determinado assunto nos torna humanos.
     No ano anterior eu tomei a decisão de diminuir a minha carga horária na escola, para que eu pudesse investir mais na minha formação e na qualidade das minhas aulas. Como parte deste plano, este  semestre estou cursando uma disciplina  na UFRGS chamada “ Explorando o Universo - dos Quarks aos Quasares”. Confesso que na minha primeira graduação nós estudamos pouquíssimo a questão do universo, portanto eu sentia uma necessidade de aprender mais para pode falar sobre o assunto com domínio e levar algumas novidades para a sala de aula. E sim, tem feito uma diferença… das três aulas que eu já assisti, consegui desenvolver o assunto com os meus alunos do 9ª ano, e no final do ano já planejei um projeto bem legal para o 6º ano.
Imagem completa da região da Nebulosa Carina,
feita para comemorar os 17 anos do Hubble no espaço.
     Além desta disciplina, estou fazendo um curso chamado “A dimensão sócio-afetiva nas práticas pedagógicas on-line” com a Profª Carolina do Amaral. Sim, o curso tem tudo a ver com o que nós temos aprendido no PEAD, sobre como a informática/internet pode ser aliada da educação. Um
a das atividades solicitadas pelo curso foi a construção de um site! Convido vocês a conhecer o “Tertúlia, ele está em construção e pretendo fazer links com o meu portfólio e com as atividades do 3º semestre do PEAD. Sim, será um semestre de desafios! AVANTE!

Cartão lindo feito pela colega Gislane!