quarta-feira, 5 de junho de 2019

Projeto de Aprendizagem

   Reler as postagens dos anos anteriores, me fez recordar de como foi a realização dos Projetos de Aprendizagem no ano de 2017. 


   Já realizava algo semelhante com característica marcantes do método cientifico. Entretanto, foi no curso PEAD  que eu conheci a metodologia do Projetos de Aprendizagem (PA). Eu penso que as estratégias expostas no curso tornam a atividade mais leve e prazerosa. Por exemplo, a elaboração do quadro de Dúvidas e Certezas, direciona melhor a pesquisa.  
    Neste ano estou com uma turma bem curiosa, fazem perguntas constantemente. Muitas vezes, perguntas das quais eu desconheço a resposta. Já propus para eles pesquisarem e trazerem as respostas para sala. Confesso, que havia esquecido deste recurso de pesquisa. Entrar no blog, e relembrar foi importante, pois vou construir PAs com eles. 


 

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Povos Indígenas

Os povos indígenas já aparecem no meu portfólio mais de uma vez:

Povos Indígenas

Portfólio – Indígenas em Porto Alegre

De acordo com a Lei  Lei 11.645 artigo 26 torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. Todo o mês de abril os povos indígenas entram em alta, devido a comemoração do dia do índio (19/04), algo semelhante acontece os estudos relacionados a cultura afro-brasileira em novembro. 
Desde o inicio desde ano acompanhamos na grande mídia o que os povos indígenas tem passado devido a tentativa de rever as demarcações das reservas indígenas, com a justificativa de "integração" dos povos a sociedade.  O que não podemos deixar acontecer é que atitudes que visam a exploração de riquezas e a destruição do meio ambiente "transvestidas" de boas  ações sejam facilmente aceitas. Sendo assim, continuo vendo a importância de se estudar a história dos povos indígenas dentro da escola, trazendo sempre que possível esse olhar crítico as ações dos nossos representantes políticos. 


Reflexão

Já havia escrito em diversos momentos sobre a importância da reflexão:



Continuo concebendo a reflexão como uma atitude essencial na profissão docente, pois é a partir dela é que podemos identificar as nossas falhas como profissional e pensar em estratégias para saná-las. 

A reflexão também está relacionada com autonomia “ na medida em que quanto maior a capacidade de reflexão, maior a capacidade de autonomização (1996, p.5)”. Desta maneira, é possível compreender que quanto maior a minha capacidade de pensar sobre determinada situação, maior será a minha possibilidade de tomar uma decisão de maneira independente. Essa também é uma postura que desejamos aos nossos estudantes. Como professores, desejamos que os nossos estudantes aprendam a refletir, para que assim possam agir seguros, independentes e emancipados.


Referências:
ALARCÃO, Isabel. Ser professor reflexivo. In: ___. (Org.). Formação reflexiva de professores – estratégias de supervisão. Porto, Editora Porto, 1996 (páginas 1-16 da adaptação).

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Estágio e o BLOG

     Nesse semestre que passou realizamos o  Estágio Supervisionado em Docência que tem como objetivo, de acordo com o Guia do Estágio Curricular e do Trabalho de Conclusão de Curso (RELA; CARVALHO; NEVADO, 2010, p. 15), permitir que o acadêmico reflita, analise e compreenda a sua ação, identificando possíveis problemas, e amparado pela literatura cientifica da área, busque alternativas para o enfrentamento, assim como uma possível superação dessas dificuldades, em um movimento de ação-reflexão-ação. 
      Durante todo o período do estágio passamos envolvidas com a preparação e execução de atividades. Eu esperava que a interdisciplina do Seminário Integrador realizassem atividades que fossem servir como auxilio nesse período, como por exemplo, a própria escrita de postagens relacionadas com o estágio. 
       Eu compreendo a importância de revisitar as primeiras postagens publicadas com um olhar crítico e com outra bagagem de experiencia, mas para mim se tornou cansativo, exigiu tempo e não foi atrativo. Em decorrência dos motivos citados não realizei nenhuma postagem no tempo estipulado. Quando chegou o final do semestre, acompanhado do período de escrita da síntese reflexiva, não consegui encontrar forças para realizar as postagens, e portanto sabia que não poderia apresentar no Workshop. Como uma estratégia, optei por ficar no período de recuperação, descansar um pouco nas férias, e recarregar as baterias para revistar as postagens e escrever sobre...
       Escrevi esse breve relato como forma de justificar o meu atraso nas atividades, mas acima de tudo como uma maneira de desabafo. Reafirmo, compreendo a importância de re-olhar criticamente as postagens escritas, mas penso que seria mais oportuno escrever sobre o estágio.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Violência Escolar - Professor

    Essa postagem faz referência a um texto escrito no dia 02 de abril de 2016 sobre o mesmo tema. 

   No ano de 2018 acompanhamos no Município de Porto Alegre diversas noticias sobre a violência no ambiente escoar. Essas noticias reatavam casos de professoras que foram violentadas por alunos e/ou seus familiares que não aceitaram determinas decisões tomadas pelos educadores. 


     Conforme escrito na primeira postagem a melhor maneira de combater a violência escolar é através do dialogo (ROSA, 2010). Contudo, faço a reflexão sobre de quem é a responsabilidade de organizar e realizar esse diálogo? A escola, as vezes com pouco ou nenhum preparo é que toma essa iniciativa..

   No Secretaria de Educação-RS tivemos a criação do CIPAVE (Comissão Interna de Prevenção e Acidentes e Violência Escolar), contudo, pela minha experiência percebo que este os profissionais vinculados são pouco preparados, e portanto pouco efetivo nas escoas. Ha de se considerar que normalmente esses profissionais são professores da própria escola que receberam essa responsabilidade, mas não tiveram aumento na carga horaria, e nem recebem a mais por isso.😡

    Muitas vezes o professor tem que lidar com a situação-problema sozinho. Existem diretrizes e estudamos brevemente sobre conflitos na graduação para tomarmos a as medidas certas, porém, ás vezes faltam recursos humanos e organizais para resolver a situação. Sem mencionar a ausência e a negligência familiar. Deixando assim, o professor de mãos atadas e sozinho. 

Referência:
ROSA, Maria José Araujo.Violência no ambiente escolar: refletindo sobre as consequências para o processo de ensino aprendizagem. Itabaiana: GEPIADDE, ano 4, volume 8, jul-dez. 2010 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Descaso com a Educação e a Saúde do Professor

      Um dos assuntos que sempre esteve presente no meu blog de maneira direta ou indireta foi o descaso com a educação púbica (  1 ,  2 e 3) .Para quem é da rede estadual foram quatro anos sob o governo do Sartori, e agora em 2019 estaremos sob o governo do Eduardo Leite, os dois partidos possuem histórico de desvalorização do serviço público. 
        A falta de investimentos em educação já se tornou "normal", escolas com estruturas físicas precárias, ausência de materiais didáticos e super lotação nas salas de aula é algo corriqueiro. Já são quatro anos sem reajuste salarial, recebendo parcelado ou atrasado. Em consequência dos baixos salários os professores se veem obrigados  fazer uma carga horaria dobrada, existem profissionais que trabalham 60h semanais. 

Como isso repercute na saúde do professor?

         Infelizmente somos categoria que vive constantemente com sentimento da insegurança, instabilidade e um mal- estar generalizado. Há que desenvolva doenças físicas e psicológicas (Tabeleão Tomasi e Neves, 2011). Somos uma categoria de profissionais que trabalha diariamente com outros sujeitos, e portanto como estamos e nos sentimos não deveria interferir no nosso trabalho, mas infelizmente, interfere.  De acordo com Tabeleão Tomasi e Neves ( 2011, p. 2401)
O trabalho do docente sempre inclui outros sujeitos na mais tenra idade e em plena formação. Quando ocorrem prejuízos nas condições de trabalho e, consequentemente, na qualidade de vida do professor, há um efeito multiplicador na vida dos demais sujeitos envolvidos e no resultado do seu próprio trabalho.
Em tempo, as autoras (Tabeleão Tomasi e Neves 2011, p. 2401) sugerem atividades que gerem aproximiação entre os colegas com objetivo de diminuir a tendencia dos profissionais criarem expectativas profissionais difíceis de ser alcançar. Dessa maneira, seria possível pensar metas realistas, assim como a busca por melhores condições de trabalho. 


Referências Bibliográficas

TABELEÃO, Viviane Porto; TOMASI, Elaine; NEVES, Siduana Facin. Qualidade de vida e esgotamento profissional entre docentes da rede pública de Ensino Médio e Fundamental no Sul do Brasil. Cadernos de Saúde Pública, v. 27, p. 2401-2408, 2011.

Refletir - Reflexão

Se existe uma palavra que escutamos em praticamente todas as aulas (presenciais ou a distância) do curso de Pedagogia ao ongo desses anos foi a derivação do verbo REFLETIR.

Vamos refletir!
Vamos fazer uma reflexão!
Vamos adotar uma postura de professor-reflexivo.


E nós como professores-alunos também a pronunciamos algumas vezes.

Após refletir sobre...

      Zeichner (2008) relata que dentro da área de educação tem se utilizado o termo "professor-reflexivo" de maneira intensa, e que esse já se tornou "slogan". Em tempo, o autor ressalta que
"Da perspectiva do professor, isso significa que o processo de compreensão e de melhoria de seu próprio ensino deve começar da reflexão sobre sua própria experiência e que o tipo de saber advindo unicamente da experiência de outras pessoas é insuficiente. (ZEICHNER, 2008, p. 539)"
      Desta maneira compreende-se que a reflexão com base nas nossas experiências são valiosas, pois são capazes de nos proporcionam  um saber único. Outro aspecto importante que o Zeichener (2008) ressalta é a reflexão tem que tem que estar conectada com lutas que busquem uma justiça social, assim como uma educação de qualidade para todos.  
      Para o autor "os professores devem agir com uma clareza política maior sobre quais interesses estão sendo privilegiados por meio de suas ações cotidianas (Zeichener, 2008). Eles podem ser incapazes de mudar alguns aspectos da situação atual, mas ao menos estão conscientes do que está acontecendo (ZEICHNER, 2008, p 546)"

Referências:
ZEICHNER, Kenneth M. UMA ANÁLISE CRÍTICA SOBRE A¿ REFLEXÃO¿ COMO CONCEITO ESTRUTURANTE NA FORMAÇÃO DOCENTE. Educação & Sociedade, v. 29, n. 103, 2008.