terça-feira, 19 de abril de 2016

Conhecendo o solo da Vila Herdeiros

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais, um dos objetivos do componente curricular Ciências da Natureza é que o aluno "desenvolva competências que lhe permitam compreender o mundo e atuar como indivíduo e como cidadão, utilizando conhecimentos de natureza científica e tecnológica” (página 32). O estudo do solo faz parte das Bases Curriculares Nacionais o aluno deverá “Compreender a composição do solo e sua conservação”.

Diante da importância de se desenvolver o conteúdo “solo”, e da relevância do aluno compreender o mundo que o cerca, o local onde ele está inserido, durante duas semanas eu desenvolvi o projeto “Conhecendo o solo da Vila Herdeiros”. Os alunos coletaram três amostras de solos próximo a sua residencia, após identificaram-nas em: solo arenoso, solo argiloso e solo humífero. Para completar pesquisaram nos livros didáticos “Projeto Arariba- editora Moderna” e “O meio ambiente Ciências- editora Attica” as principais características destes tipos de solo.

Nas próximas semanas para dar continuidade a temática, nós estudaremos quais são as características de um solo fértil, o que causa a poluição e a erosão do solo.




Referências:
Parâmetros Curriculares Nacionais - Ciências da Natureza-http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ciencias.pdf
Bases Curriculares Nacionais - Ciências da Natureza
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/conhecaDisciplina?disciplina=AC_CIN&tipoEnsino=TE_EF

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Brincadeiras que vencem o tempo

     Ao ler o artigo “Objetos com vida” da Ana Gonzaga publicado na Revista Nova Escola, eu reparei como existem brincadeiras que conseguem ultrapassar o tempo, e vencer a febre da tecnologia.  Dentro todas as brincadeiras que a reportagem cita, as que me chamaram a atenção foi bolha de sabão, bonec@s, as peças de montar, o pião e o ioiô. Eu me recordo de me divertir durante essas brincadeiras, e me vejo em crianças que as brincam.

     De acordo com a autora Ana Gonzaga (2010) quando alguém manuseia um brincando ela passa a construir uma relação com esse objeto. Penso também, que a criança deposita valores e suas emoções nestes objetos também.  Um exemplo,  é quando as crianças personaliza seu pião, cortam os cabelos das bonecas, passam maquiagens em suas bonecas, constroem castelos ou prédios.

Vocês concordam?

Referências Bibliográficas:
Objetos com vida - Ana Gonzaga - Revista Nova Escola - Setembro 2010

sábado, 2 de abril de 2016

Violência Escolar


A violência escolar está presente em nossas escolas, e uma das provas deste acontecimento são as frequentes notícias vinculadas nas mídias. Segundo Priotto e Boneti (2009) é considerada violência escolar:todos os atos ou ações de violência, comportamentos agressivos e antissociais, incluindo conflitos interpessoais, danos ao patrimônio, atos criminosos, marginalizações, discriminações, dentre outros praticados por, e entre, a comunidade escolar (alunos, professores, funcionários, familiares e estranhos à escola) no ambiente escolar.

Quanto os motivos geradores de violência escolar os autores Williams e Stelki-Pereira (2010) explicam que os casos normalmente estão relacionados com questão de preconceito, discriminação social e étnica e desrespeito à diversidade sexual.Quando se trata da relação do professor-aluno, a autora Rosa (2010) afirma que a violência no ambiente escolar apresenta grandes consequências para o processo de ensino-aprendizagem “os jovens tanto agressores como agredidos tendem a se desligar dos estudos, resultando em prejuízos de aprendizagem".
Já a violência escolar nas relações entre professores e gestores as autoras Galvão et. al.(2010) verificou que ela ocorre através de“ameaças, agressões verbais, brigas, intimidação sexual, uso de armas, assédio moral e depredações”. Desta maneira nota-se que dentro do ambiente escolar podem ocorrer as mais variadas formas de violência. Rosa (2010) propõe o diálogo como melhor ferramenta para evitar as diferentes formas de violência no ambiente escolar. Segundo a autora:
o diálogo o maior meio de prevenir a violência no ambiente escolar, que deve acontecer em casa e na escola, grupos de ajuda e de conscientização do papel da família e da educação, é essa união que pode contribuir positivamente para a redução do problema, beneficiando toda a sociedade”.


Referências Bibliográficas:
GALVÃO, Afolso; (et. al.) Violências escolares: implicações para gestão e currículo. Ensaio: aval. pol. públ. Educ., Rio de Janeira, v. 18, n.68 p.425-442, jul.set. 2010. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/ensaio/v18n68/02.pdf> Acessado em 20 nov. de 2015.

WILLIAMS, Lúcia Cavalcanti de Albuquerque; STELKO-PEREIRA, Ana Cristina. Reflexões sobre o conceito de violência escolar e busca por uma definição abrangente. Temas psicologia. vol. 18. n. 1 Ribeirão Preto, 2010. Disponível em < http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1413-389X2010000100005&script=sci_arttext> Acessado em 20 nov. de 2015

PRIOTTO, Elis Palma; BONETI, Lindomar Wessler. Violência Escolar: na escola, da escola e contra a escola. Rev. Diálogo Educ.; Curitiba, v. 9, n. 26, p.161-179, jan./abr. 2009.

ROSA, Maria José Araujo.Violência no ambiente escolar: refletindo sobre as consequências para o processo de ensino aprendizagem. Itabaiana: GEPIADDE, ano 4, volume 8, jul-dez. 2010 


domingo, 27 de março de 2016

Um lugar e tempo para planejar…

     Nós professores estamos acostumados a construir e apresentar o planejamento anual no inicio do ano letivo. Segundo o dicionário on line o ato de planejar é “determinar as etapas, procedimentos ou meios que devem ser usados no desenvolvimento de um trabalho”. O fato é que quando montamos o planejamento anual não conhecemos os nossos alunos, suas dificuldades e facilidades… Portanto, é necessário que o planejamento seja flexível e "remodelado" com uma certa periodicidade.

     O professor Newton Bryan em entrevista para revista Nova Escola afirmou que “Há uma falta de tempo para o educador se planejar. E os sistemas escolares burocratizam o ensino. Fica a impressão de que com um roteiro rígido e rotineiro se erra menos."
     Contudo a lei Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 que estabelece diretrizes e bases para educação brasileira deixa explícito no seu artigo 67 que os professores deverão ter pelos sistemas de ensino assegurados um período reservado para planejamento já incluso na sua carga horária de trabalho.

Art. 67. Os sistemas de ensino promoverão a valorização dos profissionais da educação, assegurando-lhes, inclusive nos termos dos estatutos e dos planos de carreira do magistério público: (….)

V - período reservado a estudos, planejamento e avaliação, incluído na carga de trabalho;

VI - condições adequadas de trabalho.


     Eu acho interessante que no mesmo artigo é mencionado a questão das condições adequadas de trabalho. Isso me faz refletir sobre quantas escolas que eu conheço onde existe um espaço adequado para planejamento de aulas. Para planejar uma boa aula ou avaliações são necessários alguns instrumentos como computador, acesso à internet, livros sobre determinado assunto e um espaço confortável onde não haja constantes interrupções.
A falta deste espaço adequado (algumas vezes) nos obriga a passar 2-3h/aulas semanais ociosas, ou realizando tarefas superficiais ou incompletas. Desta maneira, o planejamento e readaptações ocorrem nos finais de semanas que deveriam ser aproveitados com a família ou em outras atividades de lazer.
Como é na sua escola?
Existem reuniões pedagógicas no período da "hora atividade"? 
As reuniões são funcionais?

Links e referências utilizadas nesta postagem:
Conceito de planejamento: http://www.dicio.com.br/planejamento/
Reportagem da revista Nova Escola: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/planejamento-flexivel-427866.shtml
Lei n° 9.394: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9394.pdf
Imagem "Time to plan": https://planejamentocontabil.files.wordpress.com/2015/08/planejamento-1.jpg

quinta-feira, 17 de março de 2016

Aprender? Sempre!

     Paulo Freire (1998) já disse que nós somos seres inacabados, e que quando conscientes deste inacabamento conseguimos ir mais além. Considero esta uma característica essencial para todos os educadores, perceber que sempre podemos aprender ou nos aprimorar sobre determinado assunto nos torna humanos.
     No ano anterior eu tomei a decisão de diminuir a minha carga horária na escola, para que eu pudesse investir mais na minha formação e na qualidade das minhas aulas. Como parte deste plano, este  semestre estou cursando uma disciplina  na UFRGS chamada “ Explorando o Universo - dos Quarks aos Quasares”. Confesso que na minha primeira graduação nós estudamos pouquíssimo a questão do universo, portanto eu sentia uma necessidade de aprender mais para pode falar sobre o assunto com domínio e levar algumas novidades para a sala de aula. E sim, tem feito uma diferença… das três aulas que eu já assisti, consegui desenvolver o assunto com os meus alunos do 9ª ano, e no final do ano já planejei um projeto bem legal para o 6º ano.
Imagem completa da região da Nebulosa Carina,
feita para comemorar os 17 anos do Hubble no espaço.
     Além desta disciplina, estou fazendo um curso chamado “A dimensão sócio-afetiva nas práticas pedagógicas on-line” com a Profª Carolina do Amaral. Sim, o curso tem tudo a ver com o que nós temos aprendido no PEAD, sobre como a informática/internet pode ser aliada da educação. Um
a das atividades solicitadas pelo curso foi a construção de um site! Convido vocês a conhecer o “Tertúlia, ele está em construção e pretendo fazer links com o meu portfólio e com as atividades do 3º semestre do PEAD. Sim, será um semestre de desafios! AVANTE!

Cartão lindo feito pela colega Gislane!



sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

ECOTerrenão - Aprendizagens em contato com a natureza

Colegas e professores,


compartilho com vocês um breve relado de uma das minhas últimas experiências. Recentemente eu fui convidada pela Bióloga Letícia Camacho Escobar para fazer parte da sua equipe em dois encontros com o mesmo objetivo, mas com públicos diferentes. O primeiro encontro envolveu duas turmas do 1º ano do Ensino Médio de uma rede de escolas particulares de Porto Alegre, e o segundo encontro foi realizado com três turmas do 3º ano dos anos iniciais.



Sobre o que era o encontro?

   
 O encontro foi para a realização de atividades práticas com os alunos no ECOTerrenão. O objetivo das práticas realizadas nestes dois encontros foi exercitar e motivar a sensibilização ambiental através do lúdico. O que move o projeto é o ideal de nova ordem de percepção estimula-resposta com o meio. Motivando o individuo a reflexão adotando outro posicionamento nas questões ambientais” (Frase citada pela bióloga Letícia Escobar).



"ECOTerrenão é um Centro de Estudos. Ele foi idealizado em 2013 e suas atividades iniciaram no ano de 2014. Localizado no município de Glorinha a uma hora de Porto Alegre com acesso pela BR 290 e RS 118 o Terrenão conta com uma área privada de 3,5 hectares e infraestrutura adequada para receber grupos de estudos/visitantes que buscam passar o dia ou pernoitar em área de camping. Anteriormente à implantação do Centro de Estudos a área era utilizada para pastoril e criação de bovinos. Atualmente mantém-se em monitoramento constante para que ocorra o processo de restauração ecológica. Dentre os esforços que permeia o processo de restaurar, objetiva-se alcançar um ou mais atributos valorizados de uma paisagem e/ou atingir uma condição muito próxima àquela antes da perturbação ambiental. Atualmente operam na área, profissionais Biólogos e estudantes de Ciências Biológicas, coordenados pela bióloga proprietária Letícia O. C. Escobar e a bióloga analista ambiental Aline Carvalho." - Texto retirado do site www.terrenao.com.br




Nestes dias fiquei responsável pelas atividades de observação e identificação de aves. Para fazer está atividade eu pude ter a honra e o prazer de estar acompanhada das acadêmicas do curso de Ciências Biológicas do IPA: Jusisiene Justo, Amanda Netto e Paula Marinho.





1º Encontro- Alunos do 1º ano do Ensino Médio
No dia 19 de novembro, nós primeiramente realizamos um momento de troca de informações referente as aves, e alguns esclarecimentos sobre como observar estes animais. Após realizamos um jogo de memória, onde os adolescentes deveriam relacionar o nome da espécie com a sua fotografia. Para auxiliá-los neste momento, confeccionamos um mural com todas as espécies de aves que já foram vistas no EcoTerrenão, que seriam as mesmas que eles encontrariam no jogo. Enquanto isto os alunos eram convidados para subir ao observatório aves para que pudessem viver a experiência de observar aves com o auxílio de binóculos.










2º Encontro – Alunos do 3º ano do Ensino Fundamental
No dia 24 de novembro foi a vez das crianças participarem da atividade. O início foi semelhante ao da semana anterior, porém o diferencial com os pequenos foi que além do jogo e da observação de aves, eles tiveram a oportunidade de pintar com tinta tempera as aves que são vistas no EcoTerrenão.









     Quando eu participo ou realizo saídas de estudos com os meus alunos, vejo a oportunidade que eles têm de colocar em prática o que foi construído dentro da instituição escolar. E eles conseguem  ir mais além e elaborar novos conhecimentos, pois em um ambiente livre e orientados por mediadores, penso que desta maneira eles tem a oportunidade de vivenciar os quatro conhecimentos necessários para uma aprendizagem efetiva. E o melhor eles aprendem brincando e interagindo entre os pares! Algo que já falamos aqui!






Maiores informações:  EcoTerrenão - https://www.facebook.com/ceffglorinha/?fref=ts


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Jogos, brincadeiras e atividades lúdicas

     Conforme Rangel (2008) existem quatro tipos de conhecimentos que devem ser trabalhados durante o processo de alfabetização, são eles: o social, o físico, o motor e lógico. Sendo assim, para cada conhecimento é preciso adotar estratégias diferentes. (Já fiz uma postagem sobre este assunto)

     Eu penso que a utilização de diferentes estratégias pedagógicas não precisa ficar restrita ao ato de alfabetizar, pois mesmo depois que uma criança é alfabetizada ela continua aprendendo através destes quatro tipos de conhecimentos. Uma metodologia pedagógica pode funcionar com o aluno X, mas não necessariamente com o aluno Y. Portanto, penso que seja essencial que os professores utilizem diferentes métodos dentro da sala de aula. 

Gostaria de dividir com vocês algumas atividades diferenciadas que realizei com as minhas turmas dos anos finais do ensino fundamental, dentro da disciplina de ciências.

1) Jogo sobre alguns conceitos que utilizamos em sala de aula – Jogo da memória construído pelos alunos do 7º ano com alguns conceitos de ciências/biologia.

2) Atividade de cadeia alimentar com massa de modelar – Atividade realizada pelos anos do 6º ano, onde eles construíram cadeia alimentares com massa de modelar.
Planta - Inseto - Sapo- Serpente - Gavião
3)A sala dos sentidos – Atividade organizada pelos alunos do 8º ano sobre os 5 sentidos. A turma aplicou práticas com as crianças do 1º ano do E.F.

     Recentemente nos assistimos o filme "Carambola: O Brincar está na escola" na interdisciplina de infâncias. A Maria Lucia Medeiros expôs no vídeo, que nós estamos treinados a acreditar que a concentração é sinônimo de quietude, e que só se aprenderá se estivermos concentrados e em silêncio. Contudo, a quietude não funciona para todas as crianças e adolescentes, pelo contrário o ato de conversar e interagir também estão relacionados com a aprendizagem. Desta maneira sempre que possível procuro realizar atividades que promovam a interação entre os pares, pois acredito que está é forma de troca de saberes e construção de aprendizagens. 



Referências:
RANGEL, Anna Maria Píffero. Alfabetizar aos seis anos. Editora Mediação. Porto Alegre, 2008.
Carambola: O Brincar está na escola”. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_lQWGDV81Vs - Acessado em 03 dez. de 2015.